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TECNOLOGIA VAI 'VINGAR'?

Meta e Snap estão investindo milhões em óculos de realidade aumentada, mas vai demorar para você poder comprá-los

Tecnologia que mistura elementos reais e digitais tem alto custo de produção e conquistou diversas big techs, mas nem todas se deram bem nessa

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Imagem: Wikimedia Commons/Divulgação Meta - Montagem: Maria Eduarda Nogueira

Não é de hoje que as maiores empresas de tecnologia do mundo estão investindo em projetos de realidade aumentada (AR, na sigla em inglês). Já em 2013, o Google lançou o “Google Glass”, que foi um pequeno fracasso para a big tech, mas um grande passo para a AR.

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Agora, chegou a vez da Meta e da Snap (dona do Snapchat) testarem esse mercado. As duas empresas estão desenvolvendo projetos de altíssimo orçamento voltados para a realidade aumentada. 

O entusiasmo tem que ser contido: ainda deve demorar para você poder comprar qualquer um desses produtos. Apesar dos protótipos de AR já estarem prontos e poderem ser usados por desenvolvedores, esta tecnologia ainda tem um custo de produção muito alto para ser desenvolvida em larga escala. 

Quais são os projetos da Meta e Snap para a realidade aumentada?

O projeto de Mark Zuckerberg já está em desenvolvimento há algum tempo. Em 2022, a empresa lançou óculos de realidade virtual feitos para o metaverso

Recentemente, uma nova versão deste óculos foi lançada: o Quest 3S. Aqui no Brasil, a versão anterior do aparelho custa aproximadamente R$ 5.000. 

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Mas enquanto o Quest usa recursos de realidade virtual, o novo projeto da empresa é focado na realidade aumentada. O Orion, primeiro protótipo de óculos de AR, foi anunciado em setembro depois de décadas de desenvolvimento e bilhões de dólares.

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  • A realidade virtual cria um ambiente totalmente novo para o usuário, é como se ele entrasse em um mundo feito digitalmente. Já a realidade aumentada faz uma mistura de elementos digitais e reais.

Por ora, o Orion será usado apenas para treinamento interno dos funcionários da Meta, mas Zuckerberg ambiciona que a próxima versão do dispositivo possa ser vendida para o público-geral. 

“Este é um salto significativo para a tecnologia. É um passo grande rumo à nossa meta de ajudar a definir a próxima geração da computação”, disse o diretor de produto da Meta, Chris Cox, à CNBC. 

Do lado da Snap, o CEO Evan Spiegel anunciou uma a quinta versão do já existente  Spectacles, com mais recursos de AR. 

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Da mesma forma, a ideia não é que o produto já vá para as prateleiras das lojas de tecnologia. Inicialmente, desenvolvedores poderão alugar o dispositivo para testá-lo. Basta dispor de US$ 1.188 por ano (R$ 6.730). 

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O competitivo mercado de óculos de AR

O mercado de dispositivos de realidade aumentada não é simples. O Google pôde comprovar esse fato em 2013, com o Google Glass. 

A Microsoft descontinuou o HoloLens no começo deste ano. Lançado em 2015, o headset era voltado para uso empresarial. Em nota enviada à equipe do portal The Verge, a empresa de Bill Gates afirmou que iria “continuar a investir em oportunidades de realidade mista”. 

A Apple também está enfrentando desafios com o Vision Pro, lançado para os consumidores no começo deste ano. Especulações da mídia especializada apontam que a empresa irá reduzir a produção dos dispositivos. 

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Em entrevista ao Wall Street Journal, o CEO Tim Cook afirmou que o aparelho não é feito para a massa no mercado, mas sim para os entusiastas de tecnologia que querem estar à frente. O custo justifica. Aqui no Brasil, o óculos da Apple custa aproximadamente R$ 40.000.

* Com informações da CNBC.

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