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Em um país onde mais de 180 milhões de pessoas têm obesidade, o lançamento do remédio é uma oportunidade massiva para a empresa europeia
Os chineses agora têm acesso a um remédio no estilo Ozempic para combater a obesidade. O Wegovy, medicamento também fabricado pela Novo Nordisk, agora será comercializado na China, após receber aprovação em junho.
Uma novidade, porém, chama a atenção: o fármaco terá um preço bem acessível do que nos Estados Unidos.
Enquanto nos EUA, a dose mensal do Wegovy é vendida por US$ 1.349 (R$ 7.752); na China, o preço será de 1.400 yuans, ou US$ 193 (R$ 1.109).
Aqui no Brasil, o preço máximo estabelecido pelo Conselho Federal de Farmácia foi de R$ 2.596,67.
Inicialmente, o foco da Novo Nordisk será em vender para pacientes que estejam dispostos a pagar do próprio bolso.
A entrada no país asiático representa uma oportunidade massiva para o negócio: as estimativas é que existam mais de 180 milhões de chineses com obesidade.
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Em julho, a concorrente Eli Lilly também conseguiu aprovação para comercializar injeções de emagrecimento no país.
Ambas as companhias estão intensificando os esforços de produção para capturar uma fatia do mercado que, segundo analistas, pode superar US$ 150 bilhões (R$ 862,2 bilhões) no início da próxima década.
Uma “ameaça” para as principais players do setor são as novas entrantes que querem capturar uma parte deste mercado altamente lucrativo.
Nesse contexto, a empresa de biotecnologia Amgen é uma das mais fortes concorrentes. Se tudo der certo, uma nova droga de emagrecimento da companhia pode começar a ser comercializada nos próximos dois anos, com uma vantagem competitiva expressiva: ao invés de injeções semanais a aplicação será mensal.
No entanto, a empresa ainda precisa contornar os efeitos colaterais, como vômito, que ainda apresentam um entrave para o medicamento.
Outras novatas são a Structure Therapeutics, a Viking e a Zealand Pharma. Além disso, o mercado também já espera movimentos de empresas da “big pharma” (magnatas do setor farmacêutico), como AstraZeneca, Roche e Pfizer.
Vale lembrar que as patentes do Ozempic e do Wegovy vencerão em 2026, o que impulsionará a criação de genéricos.
A alternativa para que o mercado mantenha-se tão lucrativo, portanto, é mais uma vez inovar na fabricação de drogas ainda mais eficientes e potentes para obesidade, diabetes e emagrecimento.
* Com informações da Reuters.
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