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Além de Ebrahim Raisi, seu ministro das Relações Exteriores e mais 7 pessoas morreram no incidente, ocorrido no norte do Irã

Autoridades iranianas confirmaram nas primeiras horas desta segunda-feira (20) a morte do presidente Ebrahim Raisi e do chanceler Hossein Amirabdollhian na queda de um helicóptero no domingo.
Além do presidente e do ministro das Relações Exteriores do Irã, o incidente resultou na morte de mais sete pessoas, entre líderes um governador de província, guarda-costas e tripulantes da aeronave.
A confirmação ocorreu cerca de 12 horas depois das primeiras notícias sobre a queda, ocorrida no norte do Irã.
Os políticos iranianos regressavam de um evento na fronteira com o Azerbaijão.
O helicóptero caiu em uma área montanhosa e de difícil acesso na tarde de domingo.
O tempo era ruim no momento da queda.
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Ebrahim Raisi será sucedido interinamente pelo vice-presidente Mohammad Mokhber.
Já o próximo ministro das Relações Exteriores será Ali Bagheri Kani.
A informação foi confirmada hoje pelo aiatolá Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica.
Khamenei decretou cinco dias de luto oficial pela morte do presidente e aliado de longa data.
Ebrahim Raisi assumiu a presidência do Irã em agosto de 2021.
Sua vitória nas urnas ocorreu em meio a uma das mais baixas taxas de comparecimento dos eleitores.
Ao longo das décadas, Raisi ocupou posições de destaque dentro das instituições iranianas, especialmente no Poder Judiciário.
Raisi tinha 63 anos e era um conservador linha-dura, com fortes ligações com o aiatolá Khamenei.
Era apontado, inclusive, como um potencial sucessor do atual líder supremo iraniano.
Desde 2022, Raisi era alvo de protestos pelo endurecimento da repressão e pela morte da jovem Masha Amini nas mãos da polícia de costumes.
Grupos de defesa dos direitos humanos também exigiam uma investigação sobre o seu alegado papel nas execuções em massa de prisioneiros políticos na década de 1980.
*Com informações de agências de notícias internacionais.
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