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O contra-ataque é uma reação após um suposto ataque à embaixada iraniana em Damasco, que deixou um general e seis oficiais mortos
Todo o mundo esperava a reação do Irã após um suposto ataque de Israel à embaixada de seu país em Damasco no dia 1 de abril. O anúncio de um contra-ataque foi feito na última sexta-feira (12) pelo líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei.
Por volta das 17h do último sábado, as autoridades de defesa israelense informaram que o Irã havia lançado uma série de drones em direção ao país, que segue em conflito com o grupo palestino Hamas há mais de seis meses.
As forças armadas haviam anunciado um “alerta máximo”, exigindo que a população estivesse pronta para qualquer ameaça.
Ontem (13) pela manhã, o comando da Guarda Revolucionária, uma força paramilitar do Irã, usou um helicóptero para capturar um navio ligado a Israel perto do Estreito de Ormuz.
O alvo foi identificado como o navio MSC, de bandeira portuguesa, associado à Zodiac Maritime, empresa sediada em Londres integrante do Zodiac Group, do bilionário israelense Eyal Ofer.
Assim, no início da noite, a Guarda Revolucionária do Irã confirmou o envio de “dezenas de drones” em direção ao território israelense. As informações são da mídia local iraniana.
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Ato contínuo, países vizinhos a Israel, como Iraque e Jordânia, fecharem seus respectivos espaços aéreos.
Com isso, ao fim da noite de sábado, a missão permanente do Irã na sede da ONU, em Nova York, afirmou que o ataque contra Israel é uma questão que "pode ser considerada concluída".
Contudo, os representantes dos país ameaçaram voltar a agir se o rival tomar novas ações. "Caso o regime israelense cometa outro erro, a resposta do Irã será consideravelmente mais severa", alertou, em publicação no X (antigo Twitter).
A missão ainda exortou os Estados Unidos a "ficarem de fora" desse conflito.
O porta-voz das Forças de Defesa de Israel, Daniel Hagari, informou na madrugada deste domingo (14) que o Irã já lançou mais de 300 projéteis — entre drones e mísseis — em direção ao território israelense, o que inclui mísseis e drones.
Ainda segundo ele, "a vasta maioria" desses artefatos foram interceptados, com apoio de aliados.
Em pronunciamento à imprensa, Hagari afirmou que um "pequeno número" deles atingiu o solo e causou danos mínimos. De acordo com o país, um menino de dez anos ficou ferido em estado grave após os ataques.
O presidente dos EUA, Joe Biden, disse que convocaria uma reunião do G7 (as sete maiores democracias) ainda neste domingo “para coordenar uma resposta diplomática unida ao ataque descarado do Irã”.
Contudo, fontes acreditam que a administração Biden não quer que o ataque do Irã se transforme em um conflito militar mais amplo. Assim, líderes do G7 realizarão uma videoconferência na noite deste domingo para discutir os ataques iranianos contra Israel.
Por fim, o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, afirmou que o confronto entre Irã e Israel “ainda não acabou”.
*Com informações da CNN, Associated Press e Dow Jones Newswires
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