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O chefe do Kremlin disse na quarta-feira (13) que a Rússia estava pronta para um conflito nuclear. Governo norte-americano diz o que pretende fazer diante da nova demonstração de força de Moscou.
Levou menos de 24 horas para que os EUA respondessem à nova ameaça nuclear da Rússia — e parece que o presidente norte-americano, Joe Biden, está mais preocupado com as eleições de novembro deste ano do que com a chance de um conflito atômico com seu inimigo histórico.
Pelo menos foi essa a mensagem da Casa Branca nesta quinta-feira (14). Questionado sobre a postura nuclear da Rússia, a porta-voz da Casa Branca, Karin Jean-Pierre, disse que o governo de Biden não via necessidade de ajustar a avaliação de ameaça nuclear representada por Moscou.
“Não vimos quaisquer razões para ajustar a nossa própria postura nuclear... nem qualquer indicação de que a Rússia esteja se preparando para usar uma arma nuclear na Ucrânia”, disse a porta-voz aos jornalistas.
Em uma clara demonstração de força, Putin disse ontem que a Rússia estava pronta para uma guerra nuclear.
“Do ponto de vista técnico-militar, estamos prontos [para uma guerra nuclear”, disse Putin.
A declaração não foi dada à toa. O presidente russo foi questionado sobre se tinha recursos para uma guerra nuclear, mas ele fez questão de reforçar que a Rússia não se precipitará em apertar o botão primeiro.
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No entanto, chamou atenção o fato de a declaração ser dada praticamente na véspera das eleições de 15 e 17 de março.
Na ocasião, Putin reforçou que a calma prevaleceria para evitar uma “corrida” em direção a um cenário de guerra nuclear — embora tenha ressaltado que a Rússia estaria pronta para realizar testes nucleares se os EUA o fizessem.
Depois do alvoroço que Putin causou, o Kremlin veio a público hoje explicar as declarações do presidente russo, dizendo que os comentários não constituíam uma ameaça.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse nesta quinta-feira que Putin estava apenas respondendo a perguntas do jornalista russo Dmitry Kiselev e que os comentários foram distorcidos pela imprensa ocidental.
“Putin não fez nenhuma ameaça sobre o uso de armas nucleares nesta entrevista. Ele respondeu, em primeiro lugar, às perguntas do jornalista, e estas eram precisamente as perguntas do jornalista, e não algumas declarações especiais”, disse Peskov.
*Com informações da CNBC
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