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EM BUSCA DE ALTERNATIVAS

Na China, crise imobiliária leva a dívida equivalente a ‘dois Brasis’ — e Xi Jinping tem um plano para revertê-la

China pretende permitir o equivalente a US$ 5,4 trilhões em refinanciamento de imóveis para atenuar a crise no setor imobiliário

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30 de agosto de 2024
11:33 - atualizado às 11:03
china gigante asiático dragão chinês
Imagem: DALL-E

Não é de hoje que a crise no setor imobiliário da China é considerada uma pedra no sapato do presidente Xi Jinping.

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Desde o calote da Evergrande, três anos atrás, o governo chinês vem buscando alternativas para evitar que a crise se transforme em colapso.

Ao mesmo tempo, Pequim se esforça para cumprir sua meta de crescimento econômico para 2024, em torno de 5%, embora cada vez mais analistas considerem que o avanço do PIB do gigante asiático continuará em desaceleração.

Anteontem, o banco suíço rebaixou suas projeções para o crescimento da China em 2024 (de +4,9% para +4,6%) e 2025 (de +4,6% para +4,0%).

De medida em medida, a China parece agora ter um novo plano pensado para atenuar a crise e estimular a economia. É o que informa a agência de notícias Bloomberg em reportagem publicada nesta sexta-feira.

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O novo plano da China, segundo a Bloomberg

O governo chinês está avaliando a possibilidade de permitir o refinanciamento de quantia equivalente a US$ 5,4 trilhões em dívidas imobiliárias.

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Para se ter uma dimensão do tamanho do plano que estaria sendo discutido na China, o valor supera em mais de duas vezes vezes a projeção do FMI para o PIB brasileiro de 2024 quando convertido em dólares.

De acordo com fontes no governo consultadas pela Bloomberg, Pequim vai permitir que os mutuários refinanciem suas dívidas atuais antes de janeiro de 2025.

Na China, os bancos costumam reajustar as hipotecas em janeiro.

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Além disso, os chineses com imóveis financiados poderão fazer a portabilidade da dívida para outra instituição financeira se encontrarem condições melhores.

O objetivo do plano é reduzir os juros pagos pelas famílias chinesas na quitação de seus imóveis e abrir espaço para que elas voltem a consumir mais.

No ano passado, estimulados pelo banco central chinês, os bancos do país reduziram os juros para o financiamento do primeiro imóvel, mas não mexeu em hipotecas contratadas antes do plano.

Ainda não está claro se a medida se aplicará a todas as modalidades de financiamento imobiliário existentes na China.

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“Se for realmente implementada, essa medida enviará o sinal de que o governo central está aprofundando medidas que deem suporte à economia como um todo, protegendo as famílias e estimulando o consumo”, disse Raymond Cheng, especialista no setor imobiliário da China na CGS International Securities, à Bloomberg.

O banco central chinês e a agência reguladora do sistema financeiro não se pronunciaram sobre o plano noticiado pela agência.

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