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A morte de Hassan Nasrallah também foi confirmada pelo Hezbollah; grupo afirmou que promete “continuar a guerra santa contra o inimigo”
As Forças de Israel informaram neste sábado (28) a morte do chefe do Hezbollah, Hassan Nasrallah, após um ataque nos subúrbios ao sul de Beirute, capital do Líbano, na noite de ontem.
A morte também foi confirmada pelo grupo militante nesta manhã. Em declaração, o Hezbollah afirmou que promete "continuar a guerra santa contra o inimigo e em apoio à Palestina". O Hamas, aliado do grupo, disse que a morte de Nasrallah "apenas fortalece a resistência".
Nasrallah liderou o Hezbollah por mais de três décadas, e sua morte pode remodelar os conflitos em todo o Oriente Médio.
Segundo um porta-voz militar de Israel, o bombardeio tinha como objetivo atingir Nasrallah. Um oficial do governo afirmou ainda que a missão era neutralizar a ameaça que o grupo oferece.
De acordo com o tenente-coronel Nadav Shoshani, Israel está em alerta máximo para um conflito mais amplo, após a eliminação do líder do Hezbollah. No entanto, os militares acreditam que a morte do líder do Hezbollah pode enfraquecer o grupo.
Além de Nasrallah, outros líderes do Hezbollah foram mortos na ofensiva realizada ontem, segundo Israel. Entre eles, Muhammad Ali Ismail, comandante da unidade de mísseis do Hezbollah no sul do Líbano, e seu vice, Hussein Ahmad Ismail.
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Já autoridades iranianas relataram que Abbas Nilforushan, vice-comandante das operações da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), também foi morto no ataque.
LEIA TAMBÉM: Hezbollah declara ‘guerra indefinida’ contra Israel após ataques
Na sexta-feira (28), Israel bombardeou Beirute, em um episódio considerado o maior ataque israelense desde o início do conflito com o Hezbollah.
Seis pessoas morreram e outras 91 ficaram feridas, segundo o Ministério da Saúde do Líbano. O ataque aconteceu pouco tempo depois de o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, discursar na ONU.
Neste sábado, sirenes soaram em Tel Aviv e em outras áreas do centro de Israel devido a um míssil lançado do Iêmen pelas forças houthis, segundo agências de notícias.
Os rebeldes houthis, assim como o Hezbollah, são financiados pelo Irã. O míssil balístico teria sido interceptado pelos sistemas de defesa, e não há relatos de feridos.
De acordo com as Forças Armadas de Israel, o chefe do Hamas na região Sul da Síria, Ahmad Muhammad, também foi morto em um ataque israelense na noite de ontem.
Segundo os militares, ele “foi eliminado enquanto planejava realizar um ataque terrorista iminente”.
*Com informações do Broadcast, Associated Press, Reuters e g1
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