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Os acionistas da companhia poderão ajustar posições em lotes múltiplos de 10 ações mediante negociação na B3 — mas há prazo para isso; confira
A varejista on-line de móveis e decoração Westwing (WEST3) deu um novo passo para abandonar a condição de penny stock. Os acionistas aprovaram nesta sexta-feira (13) a proposta de grupamento de 100% das ações, na proporção de 10 para 1.
Isso significa que grupos de 10 papéis WEST3 serão unidos para formar uma única nova ação. Com essa união, o preço do papel também será multiplicado pelo mesmo fator.
O objetivo da operação é aumentar as cotações para que a Westwing deixasse de ser uma penny stock, como são conhecidas as ações que negociam a menos de 1 real, e abandonasse a dura montanha-russa de volatilidade dos papéis na B3.
Isso porque a bolsa brasileira determina regras para inibir a negociação de penny stocks. Afinal, além do preço baixo, as ações de menor valor na bolsa tendem a passar por oscilações de preços ainda maiores do que o restante dos ativos do mercado acionário.
Segundo as normas da B3, uma ação não pode passar mais do que 30 pregões cotada abaixo de R$ 1. Quando isso acontece, a empresa em questão é notificada para que apresente um plano de adequação de preço.
Atualmente, as ações ordinárias da Westwing são negociadas a R$ 0,58 na B3 e acumulam desvalorização de 58% em um ano. Desde o IPO em 2021, a empresa já perdeu praticamente 95% do valor de mercado na bolsa.
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A operação não pretende alterar o capital social da companhia. Isso significa que não haverá diluição de investidores, já que o procedimento não altera a participação proporcional dos acionistas no capital social da Westwing.
Desse modo, o capital social da empresa de varejo permanecerá no montante de R$ 471,37 milhões após a conclusão do grupamento, mas passará a ser dividido em 11.109.348 ações WEST3 — e não mais nos atuais 111,09 milhões de papéis.
Os acionistas da Westwing poderão ajustar posições em lotes múltiplos de 10 ações mediante negociação na B3 até o dia 15 de janeiro de 2025.
A partir do dia 14 de junho, as ações passarão a ser negociadas “ex-grupamento” — isto é, exclusivamente na proporção resultante da operação aprovada hoje.
As frações remanescentes serão reagrupadas em números inteiros em leilões na bolsa até que haja a liquidação do montante total.
Ao completar uma década de existência, a Westwing decidiu em 2021 aproveitar a última safra de IPOs (ofertas iniciais de ações) da bolsa brasileira para estrear na B3.
Com o sonho de “decorar o futuro”, a loja de artigos de casa e decoração chegou à B3 valendo R$ 1,5 bilhão.
O foco em expansão e aumento da base de clientes resultou em elevados investimentos em logística e tecnologia.
Só que, pouco depois, veio a alta da taxa básica de juros (Selic) e a desaceleração das vendas on-line com a reabertura da economia. Com isso, essa estratégia de crescimento teve um custo imediato em termos de rentabilidade.
A companhia passou a enfrentar desafios financeiros significativos — que incluíram a saída do diretor financeiro e de relações com investidores pouco tempo após o IPO — do enquanto tenta equilibrar crescimento e retorno aos acionistas.
Dessa forma, bem como a maioria esmagadora das companhias que aproveitaram a última janela da bolsa para listar suas ações no mercado brasileiro, a varejista viu os papéis WEST3 praticamente virarem pó. Desde a abertura de capital, as ações marcam uma derrocada acumulada de 95% na bolsa.
Hoje, a situação segue apertada para a companhia, que adotou a estratégia de maior foco em evolução de vendas e margens nos últimos meses, aliada à redução de ineficiências e custos.
De acordo com a direção, o terceiro trimestre de 2024 foi um “importante período”, tanto em termos operacionais quanto de resultados.
Apesar de continuar no vermelho, a Westwing conseguiu reduzir (em muito) as perdas no terceiro trimestre.
O prejuízo líquido chegou a R$ 675 milhões entre julho e setembro, uma melhora de 95% frente à cifra negativa registrada em igual intervalo do ano passado.
Veja os destaques financeiros da Westwing no 3T24:
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