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A recuperação judicial da companhia está prestes a completar um ano, mas um passo importante para o fim do processo acabou sendo adiado para o dia 29 de maio
Uma luz se acendeu no caminho da Light (LIGT3). Depois de fechar um acordo com grandes bancos, a companhia anunciou nesta quinta-feira (9) um acerto com os bondholders que abre caminho para a aprovação do plano de recuperação judicial ainda este mês.
No mês passado, a Light havia chegado a um entendimento com o Bradesco (BBDC4), o Itaú Unibanco (ITUB4), com o Santander (SANB11) e com o Citibank — que detém cerca de R$ 1 bilhão em dívidas da companhia do setor elétrico.
Agora foi a vez de a Light se acertar com os detentores de títulos de dívida emitidos no mercado internacional. Os bondholders que assinaram o acordo representam 41,13% do endividamento total com esses títulos, ou R$ 1,2 bilhão em dívidas da empresa.
A Light tem dívida total de R$ 11 bilhões.
A recuperação judicial da Light está prestes a completar um ano, mas a companhia acabou adiando um passo importante para encaminhar o fim do processo.
Um dos credores solicitou a suspensão da assembleia logo após o início dos trabalhos, no dia 25 de abril. O credor em questão propôs retomar o encontro no dia 29 de maio, às 14 horas.
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Vale relembrar que, na ocasião, havia a expectativa da votação do plano, pois a empresa já havia fechado acordos com parte dos credores ao longo do mês de abril.
No dia 12 de abril, por exemplo, a empresa comunicou dois acertos com gestores representantes de fundos titulares de debêntures emitidas pela Light Sesa e de parte dos credores instrumentos de repactuação de créditos da Light Energia.
Os créditos das debêntures em questão somam aproximadamente R$ 4,96 bilhões. Já no caso da Light Energia, a companhia e os credores acordaram os mecanismos para repactuação dos respectivos créditos e a extinção da coobrigação da Light em relação a esses títulos.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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