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PROVENTOS EM ALTA

Petrobras (PETR4) volta ao ranking das maiores pagadoras de dividendos do mundo — e outras cinco brasileiras estão na lista

Os dividendos globais atingiram um novo recorde no segundo trimestre de 2024, com pagamentos combinados de US$ 606,1 bilhões, segundo a Janus Henderson

Montagem com o logo da Petrobras e moedas representando os dividendos da estatal
Montagem com logotipo da Petrobras - Imagem: Shutterstock

Há quase um ano de fora no ranking de 20 maiores pagadoras de dividendos do planeta, a Petrobras (PETR4) enfim reconquistou seu lugar entre as gigantes “vacas leiteiras” globais.

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Depois de agraciar os investidores com uma remuneração de US$ 4,1 bilhões — R$ 23,18 bilhões no câmbio atual —, a petroleira brasileira ocupou o 13º posto na lista das maiores pagadoras de proventos do segundo trimestre, de acordo com o relatório Global Dividend Index, da gestora Janus Henderson.

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Em meio à remuneração farta aos acionistas, a estatal foi na contramão do desempenho geral do setor de energia, que teve queda de 2,2% no montante pago a acionistas.

A Petrobras inclusive deixou outras gigantes do petróleo comendo poeira no período — e foi a única petroleira a figurar entre o “top 20” maiores pagadoras de dividendos do mundo.

Vale destacar que a Petrobras não aparecia na lista desde o terceiro trimestre de 2023, quando ocupou a 19ª posição. Em 2022, a estatal chegou a ser a segunda maior pagadora mundial.

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Além da Petrobras (PETR4), quem mais paga dividendos no Brasil?

A Petrobras (PETR4) não foi a única empresa brasileira a conquistar os holofotes quando o assunto é dividendos. Na realidade, cinco outras companhias também atraíram as atenções da Janus Henderson por suas remunerações polpudas.

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No total, os acionistas destas seis empresas viram US$ 5,6 bilhões  — equivalente a R$ 31,66 bilhões, no câmbio de hoje — pingarem na conta no segundo trimestre de 2024.

O Banco do Brasil (BBAS3) recebeu a medalha de prata no ranking dos maiores pagadores de proventos do Brasil, com US$ 274 milhões.

Veja a lista completa:

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Maiores pagadoras de dividendos 2T24Valor (US$) Ranking 2T23
Petrobras (PETR4)US$ 4.177 bilhõesPetrobras (US$ 3.402 bilhões)
Banco do Brasil (BBAS3)US$ 692 milhõesBanco do Brasil (US$ 274 milhões)
Telefónica Brasil (VIVT3)US$ 429 milhõesB3 (US$ 113 milhões)
Eletrobras (ELET3)US$ 158 milhõesEletrobras (US$ 89 milhões)
B3 (B3SA3)US$ 133 milhõesBradesco (US$ 51 milhões)
Banco Bradesco (BBDC4)US$ 54 milhões
Fonte: Janus Henderson

Dividendos globais em alta

Para além das empresas brasileiras, os dividendos globais atingiram um novo recorde no segundo trimestre de 2024, com pagamentos combinados de US$ 606,1 bilhões (R$ 3,42 trilhões), segundo a Janus Henderson. A cifra corresponde a um aumento de 8,2% em relação a igual intervalo do ano passado.

Globalmente, cerca de 92% das empresas analisadas aumentaram os dividendos ou os mantiveram estáveis. Vale destacar que o relatório considera os resultados de 1,2 mil companhias de todo o mundo.

O desempenho das remunerações a investidores foi impulsionado pelos pagamentos da Meta — dona do Facebook, Instagram e WhatsApp — e da Alphabet — controladora do Google —, além dos proventos recordes de US$ 204,6 bilhões das empresas europeias. 

De acordo com a gestora, esses resultados “compensaram a queda nos rendimentos no Japão por conta do enfraquecimento do iene”.

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Nos EUA, os dividendos aumentaram 8,6%: dois quintos desse crescimento foram devidos ao fato de a Meta e a Alphabet terem pago seus primeiros dividendos.

O setor de bancos global também teve desempenho forte entre abril e junho e dividendos sólidos na maioria das partes do mundo, com crescimento de 9,3% no comparativo com o mesmo intervalo de 2023. 

Diante do novo pico de proventos do 2T24, a Janus Henderson elevou a previsão para o pagamento total de dividendos de 2024. Agora, a gestora prevê a distribuição recorde de US$ 1,74 trilhão, aumento de 6,4% em comparação com 2023.

“Tínhamos expectativas otimistas para o segundo trimestre e o quadro foi ainda mais brilhante do que prevíamos, graças à força da Europa, dos EUA, do Canadá e do Japão. Em todo o mundo, as economias, de modo geral, suportaram bem o ônus das taxas de juros mais altas”, afirmou Jane Shoemake, gerente de portfólio de clientes do time de global equity income da Janus Henderson.

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