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No pré-sal, foram extraídos, em média, 1,857 milhão de barris por dia entre janeiro e março, um aumento de 9,1% na comparação ano a ano e queda de 4,1% em base trimestral
Após a queda de braço em torno dos dividendos da Petrobras (PETR4), os investidores se preparam agora para conhecer os resultados financeiros da estatal do primeiro trimestre de 2024. Uma espécie de prévia do balanço, os dados operacionais apresentados nesta segunda-feira (29) pela companhia mostraram que a petroleira produziu 2,776 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) no período — uma alta de 3,7% em termos anuais e uma queda de 5,4% em base trimestral.
Considerando apenas o Brasil, a produção da Petrobras somou 2,742 milhões de boed, um aumento de 3,9% na comparação ano a ano e uma queda de 5,5% trimestre contra trimestre.
A Petrobras atribui a baixa na comparação com os três meses imediatamente anteriores ao maior volume de perdas por paradas e manutenções, dentro do previsto no Plano Estratégico 2024-2028, e ao declínio natural de campos maduros.
Esses efeitos foram parcialmente compensados, de acordo com a estatal, pela maior contribuição dos FPSOs Almirante Barroso (campo de Búzios) e P-71 (campo de Itapu), após atingirem o topo de produção durante o quarto trimestre de 2023, e pelo ramp-up dos FPSOs Sepetiba (campo de Mero) e Anita Garibaldi (campos de Marlim, Voador e Espadim).
Já a produção comercial de óleo e gás foi de 2,428 milhões de boed entre janeiro e março, aumento de 3,2% ante janeiro e março de 2023 e queda de 5,6% contra a média dos três meses imediatamente anteriores.
A produção de petróleo da Petrobras foi de 2,236 milhões de barris por dia (bpd) no primeiro trimestre de 2024, 4,4% maior do que no primeiro trimestre de 2023. Já em relação ao quarto trimestre de 2023 houve queda de 5,3%.
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A produção de gás natural totalizou 507 mil boed, o que representa um aumento de 1,6% na comparação com um ano antes e perda de 6,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior.
No pré-sal, foram extraídos, em média, 1,857 milhão de bpd de janeiro a março, alta de 9,1% ante o primeiro trimestre de 2023 e menos 4,1% contra o quarto trimestre de 2023.
O volume total de vendas de derivados da Petrobras caiu 2,8% no primeiro trimestre de 2024 ante o quarto trimestre de 2023, para 1,648 milhão de bpd. Na comparação trimestral, houve baixa de 4,9%.
Na gasolina, as vendas caíram 5,2% em base trimestral e, ano a ano, 6,8%, para 386 mil bpd. No diesel, houve queda de 3,2% em um ano e 7,6% na comparação com os três meses anteriores, para 691 mil bpd.
As exportações da Petrobras caíram 4,4% entre janeiro e março em base anual e 4,2% em base trimestral, para 848 mil bpd — desse total, 164 mil bpd foram de petróleo. As importações caíram 6,3% no período em base anual e subiram 30,3% trimestre contra trimestre, para 344 mil bpd.
O destaque das importações é o diesel, que subiu 24,3% ano a ano e 102,3% em termos trimestrais, para 87 mil bpd.
As vendas de petróleo para os EUA subiram nos três primeiros meses de 2024, passando de 2% para 7% na comparação ano a ano.
As vendas para a China representaram 46% do total, quatro pontos percentuais a mais em relação ao primeiro trimestre de 2023. A Europa ficou com 31% das exportações da Petrobras no período, um aumento de cinco pp.
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