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A petroleira deve divulgar no próximo dia 22 o plano estratégico 2025-2029 e a expectativa do mercado é de aumento dos dividendos extraordinários e redução de investimentos
O Federal Reserve (Fed) bem que tentou roubar os holofotes desta quinta-feira (7) com mais uma decisão sobre os juros nos EUA, mas os investidores brasileiros esperavam mesmo pelos resultados Petrobras (PETR4) no terceiro trimestre de 2024, especialmente pela possibilidade de distribuição de dividendos extraordinários aos acionistas — que não vieram.
Em uma espécie de prévia do que seria anunciado hoje, a estatal divulgou há pouco mais de uma semana o relatório operacional do período, que mostrou uma queda da produção. O Seu Dinheiro detalhou os dados e você pode conferir aqui.
Superando as previsões e os dados operacionais, a Petrobras entregou lucro líquido de R$ 32,555 bilhões entre julho e setembro, uma alta de 22,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Em relação ao trimestre anterior, houve uma reversão do prejuízo de R$ 2,605 bilhões, ligado ao pagamento de R$ 11,9 bilhões relativos ao acordo com o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) para quitação de dívidas fiscais.
As projeções da Bloomberg indicavam aumento de 4,15% do lucro líquido em reais.
O lucro líquido recorrente, por sua vez, foi de R$ 32,929 bilhões no terceiro trimestre, uma alta de 20,9% em base anual. Em relação ao trimestre anterior, houve alta de 109,4%.
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Já a receita com vendas somou R$ 129,582 bilhões no período, resultado 3,8% maior do que o obtido em igual intervalo de 2023. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, houve alta de 6%.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) ajustado encolheu 3,8% ano a ano, para R$ 63,667 bilhões. Em base trimestral, subiu 28%.
O fluxo de caixa livre atingiu R$ 38,04 bilhões no período, 7,1% menor do que há um ano, mas 19,3% maior que nos três meses anteriores.
A dívida líquida da Petrobras somou R$ 44,251 bilhões, um resultado 1,2% maior do que o registrado no terceiro trimestre de 2023 e 4,1% menor do que o registrado no segundo trimestre deste ano.
Já os investimentos da estatal entre julho e setembro subiram 31,3% ante o mesmo período de 2023, para US$ 4,454 bilhões. No período até setembro, os investimentos somaram US$ 10,9 bilhões.
A Petrobras informou, ainda, que o preço médio do barril do petróleo do tipo Brent — usado como referência no mercado internacional — foi de US$ 80,18 no terceiro trimestre, queda de 7,6% na comparação ano a ano.
As projeções colhidas pelo Seu Dinheiro indicavam que a Petrobras distribuiria entre R$ 12,1 bilhões e R$ 15 bilhões em dividendos ordinários.
A estatal acabou anunciando bem mais: R$ 17,12 bilhões em proventos aos acionistas referentes ao terceiro trimestre de 2024 — o equivalente a R$ 1,32820661 por ação ordinária e preferencial.
O pagamento dos proventos ordinários será feito em duas parcelas iguais: para os detentores de ações negociadas na B3, a primeira parcela cairá na conta no dia 20 de fevereiro de 2025 e, o da segunda parcela, no dia 20 de março.
As datas de corte para esse pagamento serão dia 23 de dezembro de 2024 para os detentores de ações de emissão da Petrobras negociadas na B3 e em 27 de dezembro de 2024 para os detentores de ADRs negociados em New York.
As ações da Petrobras serão negociadas "ex-direitos" na B3 a partir de 26 de dezembro de 2024 e passarão por um ajuste na cotação. Então você pode optar por comprar a ação agora e ter direito aos dividendos ou esperar a data de corte e adquirir os papéis por um valor menor, mas sem o direito ao provento.
A expectativa maior era pelos 50% em dividendos extraordinários que foram retidos pela companhia — e esse anúncio não veio hoje.
A chance agora é que a petroleira libere os cerca de R$ 22 bilhões represados junto com os resultados do quarto trimestre.
Antes disso, no entanto, a estatal deve anunciar o plano estratégico 2025-2029 no próximo dia 22 e o mercado especula que a Petrobras pode ir na direção contrária da proposta, com o aumento de dividendos extraordinários e redução dos investimentos — pontos que a estatal não confirmou até o momento.
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O que explica esse desempenho é a emissão de ações da companhia, para trocar parte de suas dívidas por participação.
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