O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Em parceria com Seu Dinheiro e Money Times, podcast recebe Andrea Almeida, ex-diretora financeira da petroleira, e Elvira Presta, ex-vice-presidente executiva de finanças e relações com investidores da elétrica, que também falaram sobre suas carreiras e do lugar da mulher nos cargos de comando das grandes empresas
Ao contrário do senso comum, estatais são empresas com profissionais muito qualificados e com forte governança corporativa. Quem diz isso são duas das mulheres que fizeram parte do alto escalão de algumas das empresas mais importantes do país.
Andrea Almeida foi diretora financeira (CFO) da Petrobras (PETR4) e Elvira Presta foi vice-presidente executiva de finanças e Relações com Investidores da Eletrobras (ELET3). Ambas participaram da edição especial do podcast Market Makers, "Elas revolucionaram as estatais", em parceria com o Seu Dinheiro e o Money Times.
Almeida, a ex-executiva da Petrobras, disse que tinha preconceito com estatais até ser chamada para trabalhar na companhia. "Mas o time que encontrei [de concursados na empresa] era brilhante. Um time com a 'faca nos dentes'", contou, relembrando que chamou "a empresa inteira" para discutir performance.
Durante o período dela na companhia, destacou, a estatal aprovou uma nova política de dividendos, criou "uma série de diretrizes" para gerar valor no longo prazo e reduziu a dívida líquida de US$ 115 bilhões de para US$ 75 bilhões. "Todo mundo queria fazer o que era certo", frisou.
A executiva fez parte da Petrobras entre 2019 e 2021, em um momento marcado por alta volatilidade para os papéis por conta da covid-19 e das incertezas políticas em meio às expectativas sobre as eleições.
Ela, que também integrou o alto escalão da mineradora Vale (VALE3) por 25 anos, disse que foi essencial para a sua carreira ter uma estrutura familiar que a apoiasse.
Leia Também
E acrescentou que, se pudesse fazer algo diferente ao longo de sua trajetória, teria se colocado mais à frente dos ambientes de decisão. "Eu me sentaria mais à mesa", disse. "Acho que o mundo está mudando e temos que promover [a equidade de gênero] cada vez mais".
Elvira Presta, a ex-executiva da Eletrobras, disse ver um risco grande em integrar a equipe de uma estatal por se tornar uma pessoa politicamente exposta, e afirmou que as estatais têm um rito de governança muito rígido por conta dos órgãos de controle. "O grau de escrutínio é muito maior", afirmou.
Ela destacou o avanço da legislação nos últimos anos e afirmou que não teria sido eleita para o conselho se não fosse a Lei das Estatais. Já dentro da Eletrobras, disse, descobriu que não é possível fazer muita coisa. "Há coisas que a gente faz em uma empresa privada, como emitir uma debênture, que para fazer em uma estatal é mais difícil", opinou.
Outro ponto de diferença, segundo ela, é a impossibilidade de escolher a equipe de trabalho. "O time está lá, as pessoas são concursadas. Você é que tem que ser aceito por elas", disse, ressaltando sua dificuldade em um primeiro momento por "personificar o setor privado" na empresa. "As pessoas olhavam para mim com muita desconfiança".
Foi durante o período em que Presta esteve na Eletrobras, entre março de 2019 e setembro de 2023, que aconteceu a histórica privatização da estatal, uma novela que durou mais de 25 anos, com o vai-e-vem à mercê da política.
Presta disse ter visto no cargo de vice-presidente Financeira e de RI uma oportunidade para melhorar a gestão pública do país e destacou que foi um desafio fazer as informações da empresa chegarem ao investidor pessoa física. A Eletrobras, contou, melhorou documentos a partir de feedbacks, e participou de lives tomando cuidado com a linguagem técnica. "Acho que houve um esforço de comunicação".
Presta definiu a privatização da Eletrobras como "uma corrida de obstáculos" porque, segundo ela, o "rito era muito complexo". "Não é que a gente só fazia a privatização. A gente tocava a segunda estatal do país, tocava a maior empresa elétrica da América Latina", acrescentou.
Segundo a executiva, analistas tinham uma visão de que o processo era mais simples do que de fato o que ela via na empresa após a aprovação da lei que possibilitou a desestatização.
Presta citou a segregação da Eletronuclear e de Itaipu, além de ações judiciais pelo país, como exemplos de processos complexos que precisavam ser resolvidos. "A gente tinha uma força-tarefa coordenada pela AGU, com advogados do BNDES e do Ministério para lidar com ações judiciais em todo o país", contou.
A ex-vice-presidente financeira frisou que uma das condicionantes para a privatização era que o preço na oferta fosse maior do que os R$ 39,96 definidos a partir de dois estudos encomendados pelo BNDES – a oferta saiu a R$ 42.
Elvira definiu como "lamentáveis" os índices de participação das mulheres em cargos de executivos no país. "50% das empresas de capital aberto no Brasil não tem uma mulher estatutária, nenhuma mulher como diretora executiva ou conselheira", afirmou.
Para ela, esse é um número incompreensível porque há muita gente competente. A executiva recomendou que as mulheres aprendam a cuidar do seu dinheiro. "Você não vai poder tomar as melhores decisões se não tiver independência financeira".
Segundo a empresa dona do ChatGPT, a tecnologia será capaz de executar tarefas reais do dia a dia, indo além de testes isolados
A Ciabrasf ficou conhecida no mercado como a provedora de serviços fiduciários da antiga Reag Capital, alvo de operações da PF no ano passado
Trocas no alto escalão ocorrem menos de dois meses após o conselho reafirmar a atual gestão; conselho e diretoria também passaram por mudanças
A Tesla, de Elon Musk, encerrou a produção dos modelos S e X para focar em robôs humanoides.
Margens resilientes, ROE elevado e disciplina de custos sustentam o Itaú no topo. Mas ainda há espaço para upside nos múltiplos?
Em coletiva com jornalistas sobre o balanço do quarto trimestre, Milton Maluhy Filho afirma que o sistema terá de pagar a conta — e critica plataformas que empurraram risco ao investidor
Os acionistas poderão vender suas ações preferenciais pelo preço de R$ 11,45 por lote de 1.000 ações. Para participar, é necessário declarar interesse na OPA
O novo executivo da empresa deixa a Azzas 2154, onde atuava até então como presidente da unidade de calçados
Em comunicado, a companhia afirmou que a alteração do código também marca um novo estágio de maturidade da Riachuelo
Robson Amorim, Felipe Silva, Felipe Tiozo e Luan Cavallaro se conheceram quando ainda eram crianças e,, impulsionados pela necessidade de aprender inglês, criaram o BeConfident.
Para analistas, o 4T25 pode marcar novo capítulo da reestruturação e abrir espaço para o banco acelerar investimentos. Veja as previsões do mercado
Ao todo, foram negociados R$ 3,3 bilhões em dívidas com grandes instituições financeiras
Lançamento da Anthropic automatiza tarefas nas áreas jurídica, comercial, marketing e análise de dados, segmentos em que empresas como a Totvs concentram boa parte de seus ganhos
O resultado veio acima das expectativas de analistas de mercado; confira os indicadores
Advogados do ex-atleta alegam que ele não tinha conhecimento da emissão dos créditos.
Na visão dos analistas, a decisão aumenta o risco de um hiato nas entregas do programa Caminho da Escola
Nova unidade em Itajaí terá foco em sistemas de armazenamento de energia e deve gerar 90 empregos diretos até 2027
Já é a segunda mudança da empresa, que atua com cultivo de cana-de-açúcar, produção de etanol, açúcar e bioenergia, em poucos dias
Oferta anunciada em 2025 segue sem sair do papel após pedido de prazo da Aqwa, subsidiária da holding americana parceira da Fictor
Ação cai mesmo com lucro acima do consenso; entenda a visão dos analistas sobre o 4T25 do Santander