O adeus à NYSE: Natura (NTCO3) deixará a bolsa de Nova York e concentrará sua negociação no Brasil
Como parte da estratégia da empresa de simplificar as operações, Conselho da Natura aprovou sua deslistagem da bolsa americana, feita na época da aquisição da Avon

Na busca pela simplificação das suas operações, a Natura &Co (NTCO3) vem cortando laços. Após se desfazer de empresas adquiridas nos últimos anos, a companhia de cosméticos irá agora deixar a Bolsa de Valores de Nova York (NYSE).
A companhia tem hoje American Depositary Shares (ADSs) listadas da bolsa americana, representadas por American Depositary Receipts (ADRs), recibos de ações que representam, cada um, duas ações ordinárias da companhia.
Mas, nesta quinta-feira (18), a Natura informou ao mercado que seu Conselho de Administração aprovou sua intenção de deslistar esses ativos voluntariamente da NYSE e deixar a bolsa americana.
A Natura emitiu as ADSs e as listou na NYSE em janeiro de 2020, em conexão com a aquisição da Avon Products, cujas ações foram listadas e negociadas na bolsa americana.
"A companhia agora considera que manter uma listagem secundária na NYSE não é mais atrativo, considerando que as negociações estão concentradas majoritariamente nas ações ordinárias da companhia na B3", diz o fato relevante divulgado pela Natura ao mercado.
A deslistagem será efetivada dez dias após a apresentação da documentação à Securities and Exchange Commission (SEC), a comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos. A previsão é de que as ADSs tenham sua negociação suspensa até 9 de fevereiro.
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"A deslistagem da NYSE está em linha com a estratégia de longo prazo da companhia de simplificar suas operações", diz o fato relevante, que acrescenta que a Natura não providenciou listagem, cotação ou registro dos seus ADRs em nenhuma outra bolsa.
A empresa, porém, continuará registrada nos EUA por enquanto, cumprindo todas as suas obrigações de divulgação pública de informações. Para o registro e negociação das ações NTCO3 na B3, nada muda.
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Reestruturação do portfólio
Apesar do adeus ao mercado de ações americano, a Avon, adquirida em 2019, é hoje uma das principais apostas da Natura para dar a volta por cima, após uma sequência de resultados ruins e uma tentativa fracassada de criar um portfólio de marcas global.
No fim do ano passado, a companhia concluiu a venda da rede britânica The Body Shop. Em abril, a Natura já havia vendido a australiana Aesop para a L'Oréal.
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