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A confirmação ocorre quase uma semana depois do início das especulações sobre o interesse da Telefônica na aquisição da operadora de banda larga
Os investidores têm acompanhando rumores de fusões de companhias em vários setores no decorrer das últimas semanas. Agora, a janela de geração de sinergias também surgiu em telecomunicações.
A Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo, confirmou que mantém conversas a respeito de potencial operação envolvendo a Desktop (DESK3).
A confirmação ocorre quase uma semana depois do início das especulações sobre o interesse da Telefônica na aquisição da operadora de banda larga.
Contudo, as duas empresas afirmaram que, até o momento, não há qualquer acordo sobre preço, estrutura ou quaisquer outras condições de uma operação.
A Desktop é uma provedora de internet com presença em mais de 180 cidades do Estado de São Paulo e cerca de 1 milhão de clientes ativos. A companhia abriu o capital em julho de 2021 com a captação de R$ 715 milhões.
Contudo, as ações acumulam uma queda de quase 32% desde o IPO.
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Por fim, a Desktop encerrou o primeiro trimestre com resultado operacional de R$ 138 milhões, crescimento de 25% na comparação com o mesmo período de 2023.
A potencial aquisição da Desktop pela Telefônica é considerada positiva pelo mercado.
As ações da Desktop (DESK3) terminaram o pregão desta quarta-feira (29), com alta de 1,11%, a R$ 16,34. Os papéis da Telefônica (VIVT3) caíram 1,48%, a R$ 44,66 na B3. Siga os mercados.
Na avaliação da Genial Investimentos, a operação pode marcar um processo de consolidação no setor de empresas de internet de fibra óptica.
“Acreditamos que essa movimentação estratégica reforçará a infraestrutura de fibra óptica da Vivo no estado de São Paulo e ampliará sua capacidade de distribuição”, escrevem os analistas Iago Souza, Eduardo Nishio e Ygor Bastos.
A aquisição não deve impactar o guidance de remuneração ao acionista proposto pela companhia dona da Vivo, já que a operação deve movimentar cerca de R$ 1,6 milhão — valor de mercado da Desktop — mais um prêmio.
Entre as propostas apresentadas também estaria a saída de Rubens Ometto, fundador da controladora Cosan (CSAN3), da presidência do conselho da Raízen
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