O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
BRF conseguiu reverter o prejuízo bilionário do mesmo período de 2023, para um lucro líquido de R$ 594 milhões entre janeiro e março deste ano
A noite de terça-feira (7) foi agitada para os acionistas da BRF. A empresa de proteínas não só publicou números robustos no balanço do primeiro trimestre de 2024, como também sinalizou que as próprias ações estão baratas mesmo após a disparada de 170% nos últimos 12 meses na B3.
Começando pelo resultado, a dona da Sadia e da Perdigão registrou um lucro líquido de R$ 594 milhões entre janeiro e março deste ano. Desta forma, reverteu o prejuízo de R$ 1,02 bilhão do mesmo intervalo de 2023.
Segundo a empresa controlada pela Marfrig (MRFG3), o montante foi impulsionado pela evolução da rentabilidade do portfólio regular no mercado doméstico e dos preços da proteína in natura em diversos mercados internacionais, além da redução das despesas financeiras líquidas.
As ações da BRF fecharam o pregão desta quarta-feira em disparada. Os papéis subiram 11,17%, e estavam sendo negociados a R$ 18,51. No acumulado do ano, a valorização chega a 36%.
Enquanto isso, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da BRF (BRFS3) mais do que triplicou no comparativo anual, com avanço de 248%, a R$ 2,12 bilhões. Por sua vez, a margem Ebitda ajustada ficou em 15,8% — o maior patamar da história da empresa.
Já a receita líquida da companhia de alimentos processados se manteve praticamente estável frente a igual intervalo do ano passado, com leve aumento de 1,5%, a R$ 13,37 bilhões. A cifra foi ajudada pela recuperação do mercado de proteína in natura após o cenário da sobreoferta global de frango que pressionou os preços em 2023.
Leia Também
O frigorífico ainda registrou a menor alavancagem dos últimos oito anos, com um múltiplo de 1,45 vez a relação dívida líquida sobre Ebitda ajustado dos últimos 12 meses.
O fluxo de caixa livre (FCF) do primeiro trimestre ficou em R$ 844 milhões, reflexo da recuperação operacional, captura de eficiências e redução dos encargos financeiros da companhia, revertendo a queima de caixa bilionária vista nos três primeiros meses de 2023.
Outro destaque do balanço foi o resultado do plano de eficiência BRF+ 2.0, que apresentou captura de R$ 438 milhões no período.
“Além do foco na melhoria contínua, a nova versão do plano tem como principal objetivo a padronização dos indicadores no mesmo patamar dos benchmarks internos. Com avanços nas principais frentes operacionais na comparação ano contra ano, já estamos performando acima dos níveis históricos em alguns dos principais indicadores”, afirmou o CEO Miguel Gularte, em nota.
Já do lado das compras, a BRF aprovou a criação de um novo programa de recompra de ações, de até 14 milhões de papéis BRFS3 atualmente em circulação no mercado.
De acordo com o fato relevante enviado à CVM, a dona da Sadia e Perdigão utilizará recursos disponíveis nas contas de reservas de capital da companhia, com saldo de R$ 2,76 bilhões até 31 de março deste ano.
As ações BRFS3 adquiridas no programa poderão ser usadas para manutenção em tesouraria, cancelamento ou venda futura ou até mesmo para cumprir as obrigações e compromissos da empresa de proteínas assumidos nos planos de outorga de opção de compra de ações e de outorga de ações restritas, aprovados em 2015.
O programa teve início nesta quarta-feira (8) e poderá ser estendido por 18 meses, até 7 de outubro de 2025.
E para que serve a recompra de ações? Na realidade, existem diversos motivos que levam empresas como a BRF (BRFS3) a aprovar programas de recompras de ações. Entre eles, estão:
Quando uma companhia recompra suas ações em programas como esse, os papéis deixam de circular na bolsa de valores e passam a ser mantidos em tesouraria.
No caso da BRF, a empresa afirmou que o objetivo da recompra é maximizar a geração de valor para o acionista através da “alocação eficiente dos recursos disponíveis e da estrutura de capital da companhia”.
Isso porque a recompra é uma das maneiras que uma empresa pode escolher para dar retorno para o seu investidor. É diferente da distribuição de proventos, por exemplo, que proporciona retorno por meio do pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio.
Caso a empresa opte por cancelar as ações recompradas, o acionista ganha por ficar com uma participação proporcionalmente maior. Por outro lado, a recompra de ações faz com que os papéis percam liquidez na bolsa, uma vez que menos ações são negociadas no mercado.
Na avaliação do BTG Pactual, o resultado da BRF (BRFS3) no primeiro trimestre de 2024 foi “impressionante” e superou as expectativas dos analistas.
Para o banco, um dos destaques foi a resiliência do desempenho da empresa de proteínas no Brasil, apesar de o primeiro trimestre ser um período sazonalmente mais fraco para o setor.
“Isso ressalta um ciclo consistentemente favorável da carne suína no Brasil, juntamente com a percepção cada vez mais clara de que a execução e os níveis de serviço estão melhorando.”
Já no mercado internacional, a margem Ebitda foi o verdadeiro destaque, ajudada pelas vendas para o Oriente Médio, que permitiram ganhos de participação de mercado em meio às interrupções logísticas no Mar Vermelho.
“Quando você combina um ciclo de commodities favorável, uma equipe de gestão focada no negócio principal e um concorrente enfrentando desafios para cumprir suas promessas de crescimento, esse é o resultado”, escreveram os analistas, em relatório.
Para o BTG, a BRF continua sendo, de longe, a ação do setor de proteínas mais forte do Brasil do ponto de vista da dinâmica dos lucros — o que sinaliza um bom presságio para o preço dos papéis BRFS3 no curto prazo.
Mas apesar do show no primeiro trimestre, os analistas acreditam que o impulso da dona da Sadia tem prazo para começar a desacelerar. A expectativa do banco é que a oferta aumente novamente e as margens voltem para níveis mais normalizados.
“É aqui que os múltiplos baseados nos resultados financeiros da BRF nos afastam de uma visão mais construtiva para os próximos 12 meses, após uma recuperação de 154% nos últimos 12 meses.”
O BTG Pactual possui recomendação neutra para as ações da BRF, com preço-alvo de R$ 13 para os próximos 12 meses — o que implica em uma desvalorização de 3,9% em relação ao último fechamento.
Já o Santander — que também possui recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 16 para o fim deste ano — acredita que a empresa se beneficiou dos ventos favoráveis nos custos e dos preços e execução robustos do segmento internacional no 1T24.
“Esperamos que a empresa continue desalavancando e, dadas as perspectivas positivas do mercado, seu processo de recuperação bem executado e melhor conversão de caixa, estamos confiantes de que o FCF da empresa poderá superar nossas expectativas de R$ 1,6 bilhão para 2024.”
Porém, com a concorrência mais acirrada nos alimentos processados, os analistas enxergam um potencial risco para os preços. Para o banco, existe ainda outra questão que pode pressionar a estabilidade de preços da BRF no futuro: os preços mais baixos do óleo de soja.
No cenário internacional, o barril do Brent acelerou os ganhos e passou de US$ 110 sob temores de uma crise energética global
A Alliança, ex-Alliar, pediu uma suspensão de débitos por 60 dias, alegando a necessidade de evitar uma recuperação judicial
Entre 2017 e 2026, a B3 mais que dobrou sua receita, ampliou o número de produtos disponíveis ao investidor e abriu novas frentes de negócios
Renner paga em abril, enquanto Cemig parcela até 2027; ambas definem corte em 24 de março e reforçam a volta dos proventos ao radar em meio à volatilidade do mercado
Com planos de expansão no radar, varejista pausou captação de até R$ 400 milhões diante da volatilidade global e mantém foco em execução operacional e crescimento da financeira
A saída de Leão ocorre após quatro anos no posto; executivo deixa de herança um plano para o ROE do banco chegar a 20% até 2028. Saiba também quem pode comandar a B3.
Na véspera, as ações da companhia do setor elétrico subiram 15%, embaladas pelo sucesso do certame; CEO fala em oportunidades à frente
Ação do banco digital caiu em 2026, mas analistas enxergam descompasso entre preço e fundamentos — e oportunidade para o investidor
Apesar de lucro e receita acima do esperado na fintech, o mercado reage ao contexto geopolítico, com maior aversão ao risco no pregão
O BTG Pactual manteve recomendação neutra para MBRF (MBRF3) e Minerva Foods (BEEF3) após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25)
Recente execução de garantias ligadas a dívida de R$ 1,2 bilhão redesenhou posição do polêmico empresário na empresa de energia
Dois meses depois do início dos ressarcimentos, o FGC já devolveu R$ 38,9 bilhões, mas parte dos investidores ainda não apareceu
O pagamento ocorrerá até o dia 30 de abril de 2026. Receberão o JCP os acionistas com posição acionária na companhia em 23 de março de 2026
A CSN companhia confirmou a negociação e que a venda da sua divisão de cimentos foi incluída como garantia para obter condições mais vantajosas
O retorno sobre o patrimônio (RoE) ajustado atingiu 24,4% nos últimos três meses do ano passado, um aumento de 5,4 pontos porcentuais ante o mesmo intervalo de 2024
O Capitânia Logística (CPLG11) firmou contrato de 12 anos com empresa do Mercado Livre para desenvolver galpão sob medida em Jacareí, São Paulo
Mesmo sem exposição direta, banco estatal do Espírito Santo sente efeito do rombo bilionário no sistema; veja o que diz a administração
O que pesou sobre os papéis foi a expectativa pelo balanço da companhia referente ao quarto trimestre (4T25), que será apresentado ainda hoje (18), após o fechamento do mercado, e que deve vir com aumento na sinistralidade – de novo
3corações reforça presença na mesa do brasileiro, do café da manhã ao jantar. Essa é a segunda vez que a General Mills vende suas operações no Brasil
Transição para modelo de co-CEOs com executivos da casa não preocupa o banco, que vê continuidade na estratégia e reforço na execução da companhia