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Estadão Conteúdo

TRANSIÇÃO ENERGÉTICA

BNDES de olho no petróleo branco? Banco de fomento quer financiar instalação de planta de refino de lítio em MG

Sigma Lithium pretende investir quase meio bilhão de reais em unidade de refino de lítio no Vale do Jequitinhonha

Estadão Conteúdo
12 de fevereiro de 2024
15:39 - atualizado às 10:58

A Sigma Lithium recebeu uma carta de intenções do BNDES para o financiamento da construção de sua segunda planta greentech  de lítio no Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais.

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O investimento previsto pela empresa é de R$ 492 milhões e as obras devem começar ainda no primeiro trimestre, ao término da estação das chuvas na região.

Com a segunda planta greentech, a companhia espera aumentar a capacidade de produção de lítio em aproximadamente 240 mil toneladas (com capacidade estimada de 6% de Li2O).

Se a projeção se confirmar, a capacidade anual de produção deve atingir 510 mil toneladas.

Petróleo branco, lítio verde

O lítio costuma ser chamado também de petróleo branco, devido a sua coloração. Mas a Sigma recorre a uma pegada sustentável para afirmar que seu lítio é verde.

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A companhia fez o primeiro embarque do produto no ano passado.

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Um carregamento de 15 mil toneladas de lítio e 16,5 mil toneladas de subprodutos processados foi exportado para a China.

A produção de lítio é voltada cada vez mais para baterias de carros elétricos.

Ana Cabral, CEO e copresidente do Conselho de Administração da companhia, disse, em nota, que "apesar da recente deterioração das perspectivas de demanda de lítio a curto prazo, com a estrutura de capital adequada, possibilitada por esse financiamento do banco de desenvolvimento, a Sigma Lithium tem uma oportunidade única de solidificar sua liderança competitiva industrial global na produção de concentrado de lítio pré-químico sustentável e de baixo custo".

VEJA TAMBÉM - OS FUNDOS IMOBILIÁRIOS VÃO BRILHAR EM 2024? UMA ENTREVISTA COM ANDRÉ FREITAS

Emissões reduzidas a zero

A operação é inteiramente sustentável, de acordo com a empresa.

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A Sigma disse também que conseguiu reduzir a zero a sua geração de emissões de carbono, de resíduos e de subprodutos químicos nocivos ao ambiente, bem como o uso de água potável e de fonte de energia não renovável. Por isso, seu produto é denominado "quíntuplo zero".

Na nova planta, serão introduzidas inovações adicionais, de modo a aumentar a eficiência do processo.

"A curva de aprendizagem da Sigma durante o funcionamento da primeira usina, que atingiu rapidamente a sua capacidade nominal, foi essencial para desenvolver meios de inovar e melhorar o processo de beneficiamento do minério de espodumênio para a produção de concentrado de lítio pré-químico", disse a empresa em nota.

Em nota, Ana Cabral afirmou ainda que compartilha com o BNDES a crença de que "a liderança competitiva da companhia pode se tornar o vetor para atrair para o Brasil outros players industriais globais na cadeia de suprimentos de baterias".

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A Sigma frisou que a produção é realizada com empilhamento de rejeitos a seco (sem barragem), o que contribui para evitar a contaminação do solo e conservar florestas e rios da região.

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Licença para a produção de lítio

A companhia informou ainda que recebeu o voto unânime dos membros do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam), responsável pela concessão de licenças ambientais no Estado de Minas Gerais.

A concessão da Licença Ambiental Completa permite à empresa expandir sua capacidade de beneficiamento e processamento industrial de minerais de lítio para um total de até 3,7 milhões de toneladas por ano.

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