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Nem tudo são flores para os investidores da empresa de papel e celulose, que reportou mais um balanço misto no segundo trimestre de 2024
A Klabin (KLBN11) anunciou notícias agridoces ao mercado na manhã desta terça-feira (30). Se de um lado, a empresa de papel e celulose vai depositar milhões na conta dos acionistas na forma de dividendos; de outro, o lucro da companhia continuou em queda livre por mais um trimestre.
O conselho de administração aprovou o pagamento de R$ 410 milhões em proventos.
O montante corresponde a R$ 0,067439 por ação ordinária (KLBN3) ou preferencial (KLBN4). Já o investidor que detiver units KLBN11 vai receber R$ 0,337195 por papel.
Vale lembrar que os proventos são isentos da mordida do Leão da Receita Federal— e, por isso, não haverá retenção de Imposto de Renda na fonte.
Para ter direito à remuneração, é preciso possuir ações ou units da Klabin até o dia 5 de agosto. A partir do dia 6 do mesmo mês, os papéis serão negociados “ex-direitos” e tendem a sofrer um ajuste na cotação.
Isso significa que o investidor pode optar por comprar os papéis até a data limite e receber a remuneração ou aguardar o dia 6 e adquirí-los por um valor menor, mas sem o direito aos dividendos.
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Já o pagamento deve pingar na conta dos acionistas da Klabin em 15 de agosto de 2024.
Mas nem tudo são flores para os investidores da Klabin (KLBN11), que reportou mais um balanço agridoce no segundo trimestre de 2024.
O lucro líquido da companhia foi de R$ 315 milhões entre abril e junho, uma queda de 68% em relação ao mesmo período em 2023 e de 31% na comparação trimestral.
O número veio bem abaixo das estimativas compiladas pela Bloomberg, que apontavam para ganhos da ordem de R$ 744 milhões.
Por sua vez, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, indicador usado para mensurar a geração de caixa de uma empresa, foi de R$ 2,05 bilhões no segundo trimestre, um avanço de 53% na comparação anual.
Já a receita líquida da companhia foi de R$ 4,94 bilhões no trimestre, alta de 15% frente a igual intervalo de 2023.
O endividamento da Klabin também aumentou no segundo trimestre deste ano. A dívida líquida da companhia subiu 22% na base anual, elevando o nível de alavancagem — mensurada pela relação dívida líquida sobre Ebitda — medida em reais para 3,5 vezes.
*Com informações do Money Times.
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