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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

PAPEL DE HERÓI E VILÃO

Klabin (KLBN11): lucro líquido desaba mais de 60% no 1T24, mas acionistas vão receber R$ 330 milhões em dividendos 

O balanço da empresa de papel e celulose trouxe um lucro menor, queda na receita e aumento na queima de caixa. Veja os destaques do resultado

Camille Lima
Camille Lima
25 de abril de 2024
10:08 - atualizado às 10:33
Totem com o logo da Klabin (KLBN11) em frente à sede da empresa
Imagem: Divulgação

Os anúncios da Klabin (KLBN11) na manhã desta quinta-feira (25) trouxeram sentimentos mistos para os investidores. Por um lado, a empresa de papel e celulose vai depositar dividendos milionários na conta dos acionistas. Por outro, o lucro da empresa desabou no primeiro trimestre. 

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A começar pelo balanço, então. O lucro líquido da companhia encolheu 64% nos três primeiros meses de 2024 em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 460 milhões.

Enquanto isso, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da papeleira caiu 15% em comparação com o primeiro trimestre de 2023, para R$ 1,65 bilhão.

Já a receita líquida da Klabin ficou próxima da estabilidade, a R$ 4,43 bilhões, queda de 8% na base anual. 

A cifra foi impactada pela queda dos preços da celulose e kraftliner (papéis fabricados a partir de uma mistura de fibras de celulose curtas e longas) e a desvalorização do dólar — apesar da alta recente, a moeda norte-americana estava em um patamar mais alto no primeiro trimestre de 2023.

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O aumento do volume vendido acabou compensando parcialmente o efeito cambial e dos preços.

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Outros destaques do balanço do 1T24

O endividamento líquido da Klabin (KLBN11) avançou 2% no comparativo com os três primeiros meses de 2023, para R$ 21,35 bilhões. Por sua vez, a alavancagem, medida pela relação dívida líquida sobre Ebitda ajustado, subiu para 3,5 vezes.

A queima de caixa também aumentou no começo de 2024. O fluxo de caixa livre (FCF) foi negativo em R$ 454 milhões no primeiro trimestre, uma piora de 124% frente aos R$ 202 milhões negativos vistos no mesmo intervalo do ano passado.

“O desempenho é explicado principalmente pela menor geração de caixa medida pelo Ebitda e pelo aumento do capital de giro”, afirmou a Klabin. “Esses efeitos foram parcialmente compensados pela redução dos juros pagos e recebidos, explicada principalmente pelo menor pagamento de juros de bonds.”

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Já o retorno consolidado, medido pelo ROIC, foi de 9,1% no primeiro trimestre, redução de 11,2 pontos percentuais na comparação com o mesmo período do ano anterior. O fluxo de caixa operacional caiu 43% na base anual, a R$ 3,3 bilhões. 

O volume total de produção foi de 1,054 bilhão de toneladas, aumento de 10% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Enquanto isso, o volume de vendas da empresa — excluindo madeira e incluindo vendas de subprodutos — subiu 5% na mesma base, para 922 mil toneladas.

Dividendos da Klabin (KLBN11)

Além do balanço, a Klabin (KLBN11) anunciou na manhã desta quinta-feira a distribuição de proventos polpudos aos acionistas. 

O conselho de administração da empresa de papel e celulose aprovou o pagamento de R$ 330 milhões em dividendos

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O montante corresponde ao valor unitário de R$ 0,0597 por ação ordinária (KLBN3) ou preferencial (KLBN4) e equivale a R$ 0,29853 por unit (KLBN11).

Para ter direito à remuneração, é preciso possuir papéis da Klabin até o fim do pregão de 5 de maio. A partir do dia 6 do mesmo mês, os ativos serão negociados “ex-direitos” e tendem a sofrer um ajuste na cotação.

Isso significa que o investidor pode optar por comprar os papéis até a data limite e embolsar a remuneração ou aguardar o dia 6 e adquiri-los por um valor menor, mas sem o direito aos proventos.

Já o pagamento deve cair na conta dos acionistas em 16 de maio.

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Vale lembrar que, em meados de abril, a Klabin (KLBN11) decidiu dar um “presente” aos acionistas, com uma bonificação em ações no valor total de R$ 1,6 bilhão.

A bonificação ocorrerá na proporção de uma nova ação de cada espécie para cada dez papéis da mesma espécie detidas pelo investidor. A data de corte para ter direito ao bônus ficou marcada para o fim do pregão de 6 de maio.

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