Klabin (KLBN11): lucro líquido desaba mais de 60% no 1T24, mas acionistas vão receber R$ 330 milhões em dividendos
O balanço da empresa de papel e celulose trouxe um lucro menor, queda na receita e aumento na queima de caixa. Veja os destaques do resultado

Os anúncios da Klabin (KLBN11) na manhã desta quinta-feira (25) trouxeram sentimentos mistos para os investidores. Por um lado, a empresa de papel e celulose vai depositar dividendos milionários na conta dos acionistas. Por outro, o lucro da empresa desabou no primeiro trimestre.
A começar pelo balanço, então. O lucro líquido da companhia encolheu 64% nos três primeiros meses de 2024 em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 460 milhões.
Enquanto isso, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da papeleira caiu 15% em comparação com o primeiro trimestre de 2023, para R$ 1,65 bilhão.
Já a receita líquida da Klabin ficou próxima da estabilidade, a R$ 4,43 bilhões, queda de 8% na base anual.
A cifra foi impactada pela queda dos preços da celulose e kraftliner (papéis fabricados a partir de uma mistura de fibras de celulose curtas e longas) e a desvalorização do dólar — apesar da alta recente, a moeda norte-americana estava em um patamar mais alto no primeiro trimestre de 2023.
O aumento do volume vendido acabou compensando parcialmente o efeito cambial e dos preços.
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Outros destaques do balanço do 1T24
O endividamento líquido da Klabin (KLBN11) avançou 2% no comparativo com os três primeiros meses de 2023, para R$ 21,35 bilhões. Por sua vez, a alavancagem, medida pela relação dívida líquida sobre Ebitda ajustado, subiu para 3,5 vezes.
A queima de caixa também aumentou no começo de 2024. O fluxo de caixa livre (FCF) foi negativo em R$ 454 milhões no primeiro trimestre, uma piora de 124% frente aos R$ 202 milhões negativos vistos no mesmo intervalo do ano passado.
“O desempenho é explicado principalmente pela menor geração de caixa medida pelo Ebitda e pelo aumento do capital de giro”, afirmou a Klabin. “Esses efeitos foram parcialmente compensados pela redução dos juros pagos e recebidos, explicada principalmente pelo menor pagamento de juros de bonds.”
Já o retorno consolidado, medido pelo ROIC, foi de 9,1% no primeiro trimestre, redução de 11,2 pontos percentuais na comparação com o mesmo período do ano anterior. O fluxo de caixa operacional caiu 43% na base anual, a R$ 3,3 bilhões.
O volume total de produção foi de 1,054 bilhão de toneladas, aumento de 10% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Enquanto isso, o volume de vendas da empresa — excluindo madeira e incluindo vendas de subprodutos — subiu 5% na mesma base, para 922 mil toneladas.
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Dividendos da Klabin (KLBN11)
Além do balanço, a Klabin (KLBN11) anunciou na manhã desta quinta-feira a distribuição de proventos polpudos aos acionistas.
O conselho de administração da empresa de papel e celulose aprovou o pagamento de R$ 330 milhões em dividendos.
O montante corresponde ao valor unitário de R$ 0,0597 por ação ordinária (KLBN3) ou preferencial (KLBN4) e equivale a R$ 0,29853 por unit (KLBN11).
Para ter direito à remuneração, é preciso possuir papéis da Klabin até o fim do pregão de 5 de maio. A partir do dia 6 do mesmo mês, os ativos serão negociados “ex-direitos” e tendem a sofrer um ajuste na cotação.
Isso significa que o investidor pode optar por comprar os papéis até a data limite e embolsar a remuneração ou aguardar o dia 6 e adquiri-los por um valor menor, mas sem o direito aos proventos.
Já o pagamento deve cair na conta dos acionistas em 16 de maio.
Vale lembrar que, em meados de abril, a Klabin (KLBN11) decidiu dar um “presente” aos acionistas, com uma bonificação em ações no valor total de R$ 1,6 bilhão.
A bonificação ocorrerá na proporção de uma nova ação de cada espécie para cada dez papéis da mesma espécie detidas pelo investidor. A data de corte para ter direito ao bônus ficou marcada para o fim do pregão de 6 de maio.
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