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Fabricante brasileira de cimento apresentou à Justiça um plano de reestruturação que conta com o apoio de mais de um terço dos credores
A fabricante brasileira de cimentos InterCement anunciou nesta segunda-feira (16) que chegou a um acordo com alguns credores no plano de reestruturação da companhia.
Segundo a companhia, um plano de recuperação extrajudicial foi apresentado na 1º Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca da Capital do Estado de São Paulo.
O acordo já conta com o apoio de mais de um terço dos credores da fabricante de cimentos.
O plano ainda depende de certas condições, como uma possível celebração de um contrato de compra e venda relativo à alienação de participações societárias, que está sendo discutida pela companhia.
De acordo com o comunicado à CVM, a InterCement ressaltou que o pedido de recuperação extrajudicial não impacta ou reestrutura quaisquer obrigações do Grupo InterCement com seus clientes, fornecedores, parceiros comerciais ou integrantes, “que estão integralmente preservadas”.
"A apresentação do plano representa mais uma etapa na estratégia de readequação da estrutura de capital do Grupo InterCement, maximizando o valor de seus ativos e preservando a capacidade da companhia de gerar valor para seus clientes, empregados, fornecedores, parceiros e demais stakeholders, bem como a promoção de sua função social”, afirmou a companhia.
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O pedido de recuperação extrajudicial da InterCement acontece após a empresa pedir proteção contra credores, em julho deste ano, durante um processo de mediação e negociações para uma potencial venda para a siderúrgica CSN (CSNA3).
A InterCement tinha uma dívida de R$ 3 bilhões e buscava uma extensão no prazo para a quitação. O total de débitos da empresa chegou a R$ 9 bilhões.
Vale destacar que a InterCement, que está entre as três maiores fabricantes de cimento do Brasil, entrou na mira da CSN (CSNA3) neste ano.
A Companhia Siderúrgica Nacional anunciou em maio um acordo de exclusividade para comprar a empresa e expandir a atuação no mercado de cimento. No fim de julho, a CSN renovou a exclusividade para negociar a compra.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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