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Na aérea há 19 anos, Mario Tsuwei Liao renunciou aos cargos de diretor financeiro (CFO) e de relações com investidores (DRI) após um ano ocupando as posições
Os passos de uma dança das cadeiras corporativa começaram a desenrolar nos céus da bolsa brasileira. Em meio à recuperação judicial nos Estados Unidos, a Gol (GOLL4) anunciou nesta segunda-feira (3) uma troca em cargos da diretoria.
A aérea aprovou na última sexta-feira (31) a renúncia do diretor financeiro (CFO) e de relações com investidores (DRI), Mario Tsuwei Liao, após um ano ocupando as posições.
Liao também pediu demissão de outros cargos que ocupava na companhia, como de membro dos comitês de políticas financeiras e de risco e do subcomitê de políticas contábeis, tributárias e demonstrações financeiras.
Vale destacar que o executivo iniciou carreira na Gol há quase duas décadas, quando ingressou como analista de planejamento financeiro.
Segundo fato relevante enviado à CVM, Mario continuará a trabalhar na aérea como “assessor para projetos especiais”.
Para substituir Liao em todas as cadeiras, a companhia aérea elegeu Eduardo Guardiano Leme Gotilla.
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O diretor tomou posse na Gol (GOLL4) nesta segunda-feira e ocupará os cargos até 13 de maio de 2025.
Gotilla já atuou como diretor financeiro da Light (LIGT3), outra companhia que se encontra no meio de uma reestruturação financeira.
Além disso, o executivo teve passagens como CFO global da RHI Magnesita em Londres e diretor estatutário da CSN.
Ele ainda foi presidente do conselho de administração da Magnesita Refratários e serviu nos conselhos da BB Previdência, Minas Gerais Investimentos (MGI) e da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig/Codemge).
Na última sexta-feira (31), a Gol (GOLL4) enviou ao tribunal de falências dos EUA o relatório operacional de abril — uma exigência legal dentro do Chapter 11, processo legal ao qual a aérea recorreu em janeiro.
O documento mostrou um prejuízo líquido de R$ 395 milhões e R$ 23,3 bilhões em dívidas no mês.
Segundo o relatório, a companhia registrou receita líquida de R$ 1,3 bilhão em abril e um Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 135 milhões. Já o caixa total ficou em R$ 3,5 bilhões.
A divulgação dos números aconteceu dias após a Gol anunciar um plano financeiro para os próximos cinco anos. Para conseguir sair da recuperação judicial, a empresa estima que precisará refinanciar cerca de US$ 2 bilhões em dívidas.
A companhia aérea também fará uma injeção de capital de US$ 1,5 bilhão por meio da emissão de novas ações. No entanto, a Gol ainda não entrou em detalhes sobre como ocorrerá operação.
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O que explica esse desempenho é a emissão de ações da companhia, para trocar parte de suas dívidas por participação.
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