Embraer (EMBR3) sobe na B3 após anunciar maior carteira de pedidos em 7 anos. É hora de comprar a ação?
A carteira de pedidos da fabricante de aeronaves brasileira subiu US$ 2,4 bilhões no período, para US$ 21,1 bilhões no primeiro trimestre

Em uma sessão morna para a bolsa brasileira, as ações da Embraer (EMBR3) iniciaram o pregão entre as maiores altas do Ibovespa nesta segunda-feira (22), mas arrefeceram os ganhos no início da tarde.
Por volta das 12h30, os papéis subiam 0,71%, negociados a R$ 31,14. No acumulado de 2024, a valorização da fabricante de aeronaves na bolsa brasileira chega a 39%.
Os papéis repercutem os dados operacionais nas alturas, referentes ao primeiro trimestre de 2024 e publicados no fim de sexta-feira (19).
A empresa entregou 25 jatos entre janeiro e março deste ano, um aumento de 67% em relação às 15 entregas feitas no mesmo período de 2023.
O segmento de aviação executiva registrou o melhor primeiro trimestre em oito anos, com 18 entregas de jatos, um aumento de 83% no comparativo anual. Já a aviação comercial ficou estável em sete aeronaves.
Com isso, a fabricante entregou 12% dos aviões previstos no ponto médio das projeções (guidance) para 2024, de 206 aeronaves.
Leia Também
- “Preferimos estar concentrados em empresas de alta qualidade de execução”, diz a analista Larissa Quaresma; veja as 10 ações que compõem seu portfólio atual
A carteira de pedidos da Embraer (EMBR3)
Por sua vez, a carteira de pedidos da Embraer (EMBR3) subiu US$ 2,4 bilhões no período, atingindo US$ 21,1 bilhões no primeiro trimestre de 2024 — o melhor desempenho da companhia em sete anos. A cifra representa um aumento de 13% na base trimestral.
A aviação executiva foi responsável por US$ 4,6 bilhões na carteira de pedidos, enquanto a área de serviços e suporte somou US$ 2,4 bilhões no primeiro trimestre.
A carteira do segmento comercial chegou a US$ 11,1 bilhões entre janeiro e março, impulsionada pelo acordo com a American Airlines para 90 jatos E175 e direito de compra de outras 43 aeronaves adicionais.
Por sua vez, a carteira da unidade de defesa e segurança chegou a US$ 3,1 bilhões. O montante não considera a seleção da aeronave de transporte tático militar C-390 por países da Europa, Oriente Médio, África e Ásia-Pacífico — o que representa uma fonte significativa de potencial crescimento para os próximos trimestres, segundo a empresa.
O que dizem os analistas?
Na avaliação do BTG Pactual, os números operacionais do primeiro trimestre vieram melhores que o esperado e mostram o “cenário favorável para o segmento de aviação executiva, que se beneficia de um ambiente de forte demanda”.
“Esperamos que as entregas melhorem gradualmente ao longo do ano, refletindo uma melhor sazonalidade, já que o primeiro trimestre é sazonalmente o mais fraco do ano”, disseram os analistas.
Segundo o banco, as entregas da aviação executiva devem impulsionar os resultados da Embraer (EMBR3) no 1T24, já que a divisão foi a principal catalisadora do fluxo de caixa livre (FCF) da empresa em 2023.
A fabricante de aeronaves divulgará o balanço financeiro consolidado do primeiro trimestre deste ano em 7 de março. Confira o calendário completo de resultados corporativos aqui.
O BTG Pactual não possui recomendação para as ações da Embraer (EMBR3) negociadas na B3. Porém, o banco recomenda a compra dos ADRs (American Depositary Receipts, recibos de ações) listados em Wall Street sob o ticker ERJ, com preço-alvo de US$ 32 para os próximos 12 meses, um potencial de valorização de 34%.
Na visão dos analistas, a empresa possui um valuation barato em relação aos pares de aviação global, negociada a 8 vezes a relação valor de firma sobre Ebitda (EV/Ebitda) para 2024, contra um múltiplo médio de 11 a 12 vezes dos rivais internacionais.
Além da demanda robusta para a aviação executiva e da recuperação na divisão comercial, existem outros três pilares que sustentam a visão positiva do banco para as ações:
- A campanha do jato C-390 Millennium;
- O negócio de “carros voadores” eVTOL; e
- A arbitragem da Boeing após problemas recentes com aviões da companhia.
Leia também: Embraer (EMBR3) ameaça Boeing e Airbus? Este banco gringo diz que sim e vê potencial de alta de quase 90% para a ação
O Santander está ainda mais otimista com os ADRs da Embraer, com recomendação de “outperform” — equivalente a compra — para os papéis ERJ e preço-alvo de US$ 38 para o fim deste ano, equivalente a um potencial de alta de 59%.
Para o banco, as entregas de jatos executivos acima do esperado “podem ser um indicativo de uma perspectiva positiva para o segmento” e reforçam as expectativas de que a Embraer conseguirá entregar o guidance previsto para este ano.
ALÉM DA PRIVATIZAÇÃO
Privatização da Copasa (CSMG3) chama atenção do mercado, mas Bradesco BBI tem ainda mais motivos para apostar em alta de mais de 38% para a ação
23 de setembro de 2026 - 16:21O PREÇO DA “GENEROSIDADE”
Petrobras (PETR4) caminha para um dos maiores dividendos do mundo. A ação ficou cara demais para comprar agora?
23 de setembro de 2026 - 14:25NOVO FILÃO DE CRESCIMENTO
Maior alta do Ibovespa hoje: Magazine Luiza (MGLU3) sobe na bolsa após decisão de agência do governo; entenda o que mexe com a varejista
23 de setembro de 2026 - 13:58GOVERNANÇA CORPORATIVA
O conselheiro é independente mesmo? Indicação pelo controlador é comum; saiba quando ela vira um problema para a empresa
23 de setembro de 2026 - 12:33SOB PRESSÃO
Braskem (BRKM5) vira campo de batalha: MP questiona processo e credores exigem que Petrobras (PETR4) e IG4 paguem parte da conta
23 de setembro de 2026 - 11:35PROVENTOS
Mais de R$ 600 milhões aos acionistas: confira quem tem direito a receber o JCP da Localiza (RENT4)
22 de setembro de 2026 - 19:27TERMÔMETRO DAS ELEIÇÕES
O mercado já escolheu seu cavalo eleitoral? Banco do Brasil (BBAS3) dispara 26% na bolsa, mas a conta não fecha só com as urnas
22 de setembro de 2026 - 17:03UM BOM NEGÓCIO?
Santander quer comprar seu papel SANB11 — mas o que o minoritário ganha ao trocar as ações por BDRs?
22 de setembro de 2026 - 14:16EXPANSÃO
Vale (VALE3) compra 30% da Ligga por R$ 972,36 milhões e prevê expandir capacidade em quatro vezes; qual o plano da mineradora?
22 de setembro de 2026 - 14:01ABRE E FECHA
JBS (JBSS32) fecha capital e J&F quer ser aberta no Brasil: o que muda para o investidor em ações e debêntures na B3
22 de setembro de 2026 - 11:43DE A PARA B
Entre JBS e J&F: o xadrez financeiro dos irmãos Batista na B3
21 de setembro de 2026 - 19:37PREPAREM O BOLSO
Dividendos e JCP: empresas anunciam mais de R$ 600 milhões aos acionistas; saiba quem paga e quando receber
21 de setembro de 2026 - 19:13SINERGIAS
Fusão com a Afya pode turbinar lucro da Yduqs (YDUQ3) e deixar ação mais barata, segundo Itaú BBA; veja o possível prêmio
21 de setembro de 2026 - 17:41A PENEIRA DOS BANCÕES
Itaú, Bradesco ou Banco do Brasil: BofA escolhe seu favorito na B3 — e deixa uma ação de escanteio
21 de setembro de 2026 - 15:57ALÉM DAS FRONTEIRAS
Petrobras acena com descobertas de gás na Colômbia. Aonde a estatal quer chegar?
21 de setembro de 2026 - 14:04ACESSO AO MERCADO DE CAPITAIS
J&F, dos irmãos Batista, pede registro de companhia aberta na CVM: entenda o plano da gigante para ser mais que uma holding
21 de setembro de 2026 - 11:04MAIS UM PASSO
Braskem (BRKM5) vai deixar a B3? CVM dá sinal verde para OPA. Saiba o que isso significa para os acionistas minoritários da petroquímica
21 de setembro de 2026 - 10:42MARGEM EQUATORIAL
Petrobras (PETR4) e MPF entram em briga pela exploração de petróleo na Foz do Amazonas. Qual é o impasse?
21 de setembro de 2026 - 10:29ENTREVISTA EXCLUSIVA
Bradesco (BBDC4) está prestes a receber R$ 10 bilhões para crescer, mas não vai acelerar: “Não queremos voo de galinha”, diz CFO
21 de setembro de 2026 - 6:15COMPRA OU VENDER