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Valorização do dólar e fundamentos sólidos colocam as ações das produtoras de papel como apostas seguras no segmento
O mercado global de commodities atravessa um período de incertezas. A valorização do dólar, o aumento nas tensões comerciais e revisões negativas para o crescimento do PIB da China têm causado um desequilíbrio entre oferta e demanda, segundo o BTG Pactual. Entretanto, existe uma commodity no qual ainda vale a pena investir: papel e celulose.
Em relatório divulgado nesta segunda-feira (2), os analistas da instituição afirmam que o segmento de papel e celulose continua sendo o favorito no universo de commodities e recomendam duas gigantes brasileiras do setor: Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11).
Isso porque, de acordo com o banco, as duas companhias de papéis devem registrar aumento relevante de volumes de produção até 2025 e possuem custos de dívida baixos.
Na visão do BTG, as ações SUZB3 e KLBN11 também estão baratas, pois estão sendo negociadas a 0,6% do valor presente líquido (VPL) “ou menos”. Além disso, as duas multinacionais oferecem boas proteções contra a variação do dólar no Ibovespa.
Em outras commodities, a pedida do BTG é a Gerdau (GGBR4). O papel é negociado abaixo de 4x o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) projetado para 2025, com expectativa de retorno em caixa entre 8% e 9% ao ano.
Com o real próximo das máximas históricas, a ação da Suzano é a favorita dos analistas do BTG no setor de papel e celulose, já que a empresa se beneficia da alta do dólar.
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Mas não só isso. Segundo o banco, a companhia continua com fundamentos sólidos e sem probabilidade de fazer novas fusões, focando em consolidar sua posição no mercado.
Apesar de desafios no curto prazo, como as quedas nos preços da celulose, as ações da Suzano permanecem atrativas por estarem subvalorizadas, de acordo com o BTG.
Ao comparar o valor da companhia (EV) sobre o Ebitda, SUZB3 está sendo negociada em torno de 5,6 vezes o lucro operacional esperado para 2025, segundo os analistas.
Na visão do BTG, a empresa também pode se valorizar gradualmente à medida que o mercado reconheça o início da operação do Projeto Cerrado, a maior fábrica de celulose da companhia, e uma gestão de capital disciplinada, além das recompras milionárias de ações de emissão da Suzano.
De acordo com as últimas estimativas para a ação da Suzano, divulgadas na semana passada, o banco mantém recomendação de compra para SUZB3. O preço-alvo é de R$ 81, o que indica um potencial de valorização de 30% ante o fechamento anterior.
Você pode ler a matéria completa com a análise mais recente do BTG sobre a ação aqui.
Quase um ano depois de rebaixar a Klabin, o BTG Pactual voltou a recomendar a compra das ações da companhia no mês passado, com preço-alvo de R$ 30, equivalente a um potencial da alta de 35% sobre o valor do último fechamento da ação, na sexta-feira (29).
Além da demanda aquecida e do aumento da produção de papel pela Klabin, o BTG sustenta o buy com base na estrutura de capital da empresa, que era um ponto de atenção há um ano e vem melhorando com foco na geração de caixa e redução da alavancagem.
Ademais, no balanço do terceiro trimestre de 2024, o lucro líquido da gigante de papel e celulose chegou a R$ 729 milhões. Isso significa que o montante praticamente triplicou em relação ao mesmo período de 2023, com uma alta de 197,5% em base anual.
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A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco
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