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O negócio é uma joint venture (empreendimento controlado em conjunto), da qual Amil e Dasa deterão 50% do capital cada
A Dasa (DASA3) e a Amil fecharam o acordo para a criação da Ímpar Serviços Hospitalares, conforme fato relevante publicado nesta sexta-feira (14). As informações foram dadas em primeira mão pelo Broadcast.*
O negócio é uma joint venture (empreendimento controlado em conjunto), da qual Amil e Dasa deterão 50% do capital cada. Segundo fato relevante, Dulce Pugliese de Godoy Bueno será nomeada presidente do conselho de administração e Lício Tavares Angelo Cintra será nomeado presidente executivo da Ímpar.
Com isso, a rede abarcará 25 hospitais e centros oncológicos das duas empresas e terá 4,4 mil leitos, com faturamento anual de R$ 10 bilhões, segundo fontes.
Dessa forma, a união formará o segundo maior grupo de hospitais do Brasil, perdendo apenas para a Rede D’Or (RDOR3) e terá 14 hospitais da Dasa e 11 da rede Américas (rede independente da Amil), atuando principalmente no Sudeste e Distrito Federal.
Porém, ficaram de fora do negócio os hospitais São Domingos, Hospital da Bahia, e AMO (da Dasa), além da Promater e do Monte Klinikum (da Amil), sempre de acordo com fontes.
A operação também envolve a Dasa Oncologia e o Américas Oncologia (COI), bem como Centros de Medicina Especializada. As empresas pretendem trabalhar em rede aberta, com prestação de serviço a operadoras de saúde, médicos e outros profissionais da área.
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Na última segunda-feira (10), Dasa (DASA3) havia confirmado que estava em negociações avançadas com a Amil para uma fusão dos negócios.
Vale lembrar que as negociações para o acordo começaram há seis meses, exatamente no dia seguinte a José Seripieri Filho, o Júnior, ter assumido o controle da Amil por R$ 11 bilhões, em dezembro. Ele foi o fundador da Qualicorp, que havia sido vendida, e voltou ao setor em grande estilo, com a aquisição feita na pessoa física.
O setor de saúde vive um momento particularmente difícil, de perdas líquidas dos principais planos de saúde há três anos, segundo a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). As negociações para ganhos de escala e eficiência acontecem em vários âmbitos e empresas.
Para a Dasa, o negócio implica em um alívio financeiro, com a transferência de R$ 3,85 bilhões de parte de sua dívida (de R$ 9,6 bilhões no total) para a Ímpar.
Também há a possibilidade de uma eventual venda das unidades fora do escopo da operação da Ímpar (Hospital da Bahia, Hospital São Domingos e AMO).
A receita líquida combinada das operações incluídas na transação totalizou, em 2023, R$ 9,9 bilhões (R$ 5,7 bilhões dos ativos Dasa e R$ 4,2 bilhões dos ativos Amil), com Ebitda (geração de caixa antes de juros, impostos, depreciação e amortização) estimado em R$ 777 milhões (R$ 600 milhões dos ativos Dasa e R$ 177 milhões dos ativos Amil).
O conselho da Ímpar terá número igual de representantes de cada acionista controlador e três independentes, indicados em consenso entre os sócios, de acordo com fontes.
O processo de integração será desenvolvido após a aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e órgãos competentes. Até lá, as operações continuam independentes.
*Matéria atualizada às 9h27 após fato relevante para incluir mais informações.
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