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Indústria petrolífera

Fusão nos EUA: ConocoPhillips acerta a compra da Marathon Oil por US$ 17,5 bilhões

Valor da operação representa um ágio de quase 15% sobre a cotação de fechamento de ontem da Marathon

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29 de maio de 2024
14:03 - atualizado às 13:01
Ilustração de uma plataforma de petróleo no mar, com o pôr do sol ao fundo. Representação de empresas petroleiras, como Petrobras (PETR4), PetroRio (PRIO3) e Dommo (DMMO3)
Setor de petróleo tem mais uma operação bilionária: ConocoPhillips fecha a compra da Marathon. - Imagem: Shutterstock

A ConocoPhillips anunciou hoje um acordo para compra de todas as ações da Marathon Oil Corp., segundo o site MarketWatch. O negócio avalia a Marathon em US$ 17,5 bilhões, no que pode marcar o fim de vários anos de consolidação entre as grandes companhias do setor, diz um gestor de fundos.

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O acordo, que expandirá as reservas de xisto da ConocoPhillips, representa um ágio de 14,7% para os acionistas da Marathon Oil, com base no preço de fechamento de 28 de maio. A ConocoPhillips disse que a aquisição da Marathon trará acréscimo de lucros, fluxo de caixa e retorno de capital por ação, segundo o MarketWatch.

Incluindo dívidas, o valor do negócio chega a US$ 22,5 bilhões, disse a grande petrolífera num comunicado de imprensa.

Presidente da petroleira de olho nos estoques e baixos custos

“Esta aquisição da Marathon Oil aprofunda ainda mais nosso portfólio e se enquadra em nossa estrutura financeira, adicionando estoques de alta qualidade e baixo custo à nossa posição de liderança nos EUA”, disse Ryan Lance, presidente e CEO da ConocoPhillips.

Os investidores já esperavam o anúncio do negócio depois que o jornal Financial Times informou na quarta-feira que as duas empresas estavam em negociações avançadas. As ações da Marathon subiram 9% no início do pregão, enquanto as  da ConocoPhillips caíram 2,5%.

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Danilo Onorino, gestor do Dogma Renovatio Equity Fund, com sede na Suíça, tem previsto negócios petrolíferos desde 2020, quando a indústria lutava para sobreviver às consequências da pandemia. Falando antes do anúncio do acordo,  disse que a união das duas grandes petrolíferas marcaria a última das grandes operações.

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“A consolidação vem depois do período de pandemia da Covid. Essa foi a ignição final da transição energética”, disse ele. “A partir de agora, a transição energética será cada vez mais prevalecente, por isso a indústria de petróleo e gás precisa se consolidar cada vez mais.”

Diferenças na comparação com outras operações

Analistas do Citigroup disseram que o acordo ConocoPhillips-Marathon “parece um pouco diferente em suas ambições” na comparação com a consolidação vista em outras partes do setor.

“Embora outros tenham como objetivo reservas e crescimento, esta transação parece em grande parte baseada na otimização de custos nas minas de xisto Eagle Ford e Bakken, ativos maduros para ambas as empresas”, disseram Alastair Syme do Citi e seus colegas.

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Dado que a Marathon Oil tem “níveis mais baixos de reinvestimento – um negócio mais maduro –, o aumento do fluxo de caixa livre é considerável, permitindo que a transação seja coroada com dividendos mais elevados e mais recompras”, disse Syme.

A ConocoPhillips disse que, independentemente do acordo, planeja aumentar os dividendos básicos ordinários em 34%, a partir do quarto trimestre de 2024. Assim que o acordo for fechado e “levando em conta os preços recentes das commodities”, a petrolífera disse que planeja recomprar US$ 20 bilhões em ações nos primeiros três anos, com mais de US$ 7 bilhões somente no primeiro ano.

*Com informações do Marketwatch

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