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Opção do Carrefour foi por fazer as vendas picadas depois de concluir que não haveria interessados pelas bandeiras, e sim pelos pontos de venda
O Carrefour (CRFB3) vendeu oito lojas da bandeira Nacional e sete do Bompreço — dando largada a seu plano de se desfazer das duas redes, deficitárias há anos. As vendas do Nacional e Bompreço fazem parte da estratégia de simplificação da operação do grupo para focar nas três principais bandeiras: Atacadão, Carrefour e Sam’s Club.
O valor do negócio não foi revelado, mas o CFO Eric Alencar disse ao Brazil Journal que espera levantar entre R$ 400 milhões e R$ 450 milhões com as vendas das 64 lojas — o equivalente a um terço do faturamento da operação.
“Parte desses proceeds vamos ter que usar para fazer todas as regularizações operacionais da venda, como liquidar o contas a receber e pagar funcionários. Então ainda não sabemos quanto disso vai efetivamente entrar no caixa da empresa,” disse ele.
A companhia contratou o Bradesco BBI para coordenar o processo e já vem conversando com diversos players regionais para a venda das demais unidades.
Por volta das 10h30 as ações (CRFB3) eram negociadas a R$ 6,47, alta de 6,2%.
A opção do Carrefour foi por fazer as vendas picadas depois de concluir que não haveria interessados pelas bandeiras, e sim pelos pontos de venda.
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As vendas de hoje foram feitas para a rede Muffato, que comprou quatro lojas do Nacional; e para a rede Festval, que comprou outras quatro.
Há algumas semanas, o Carrefour já havia vendido sete lojas do Bompreço para investidores do mercado imobiliário, que vão usar os terrenos para outros empreendimentos.
No total, a rede Nacional tinha 47 lojas, e o Bompreço tinha outras 17, depois do Carrefour já ter vendido parte das lojas da rede para o Grupo Mateus em 2022.
Dessas lojas, apenas 11 eram próprias e o restante era alugado. Com as vendas de hoje, ainda vão sobrar 49 lojas a serem vendidas.
Dentro da estratégia de simplificar a operação no Brasil, o Grupo Carrefour já encerrou a operação da rede Todo Dia no quarto trimestre do ano passado. Com isso, fechou 94 lojas e converteu mais de 100 lojas do BIG em Atacadão ou Sam’s Club.
A ideia agora é que a venda do Nacional e Bompreço também ajudem a rentabilidade a companhia.
As duas bandeiras — que vieram da aquisição do BIG em 2022 — faturaram R$ 1,5 bilhão nos doze meses encerrados em setembro, mas tiveram um EBITDA negativo de R$ 107 milhões, considerando os aluguéis.
Dado que o mercado estima que o Carrefour Brasil faça um lucro líquido de R$ 1 bilhão este ano, o encerramento dessas operações poderia gerar uma melhora de 10% no bottom line.
As vendas também vão ajudar na redução da alavancagem da companhia, que encerrou o terceiro tri com uma relação dívida líquida/EBITDA de 3,41x — um aumento de 0,27 ponto percentual na comparação anual.
*Com Estadão Conteúdo
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