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Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

BALANÇO

Bradesco (BBDC4) decepciona mais uma vez: lucro do 4T23 fica muito abaixo da expectativa do mercado e cai 21% em 2023

Lucro líquido recorrente do Bradesco no 4T23 foi de R$ 2,878 bilhões, com rentabilidade (ROE) de 10%; veja os números

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
7 de fevereiro de 2024
6:53 - atualizado às 7:27
Logo do Bradesco
Logo do Bradesco - Imagem: Shutterstock

Marcelo Noronha, o novo CEO do Bradesco (BBDC4), vai ter muito trabalho. Na primeira divulgação de resultados sob o novo comando, o banco registrou lucro líquido recorrente de R$ 2,878 bilhões no quarto trimestre de 2023.

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Trata-se de uma alta de 80,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Mas a base de comparação era bem mais fraca em razão das provisões que o banco fez para perdas com o calote da Americanas.

De fato, o resultado do quarto trimestre veio bem abaixo das projeções dos analistas, que apontavam para um lucro de R$ 4,622 bilhões, de acordo com as estimativas que o Seu Dinheiro compilou.

E incluindo itens que o banco considerou como não-recorrentes, o lucro contábil do quarto trimestre foi ainda menor, de R$ 1,7 bilhão.

O resultado mais fraco derrubou a rentabilidade (ROE, na sigla em inglês) do Bradesco no quarto trimestre para 10%, novamente a menor entre os grandes bancos.

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Enquanto isso, em 2023 como um todo, o lucro líquido recorrente do Bradesco foi de R$ 16,297 bilhões, uma queda anual de 21,2%.

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Além dos resultados, os investidores devem reagir ao novo plano estratégico que o novo CEO do Bradesco anuncia ainda hoje.

VEJA TAMBÉM EM A DINHEIRISTA - Posso parar de pagar pensão alimentícia para filha que não vejo há quatro anos?

Bradesco (BBDC4): crédito parado, inadimplência em queda

As principais linhas do resultado do quarto trimestre do Bradesco mostram que o processo de reestruturação que o novo CEO vai comandar já teve início.

O banco praticamente paralisou as operações de crédito e encerrou o ano com uma carteira de R$ 877 bilhões, estável no trimestre e 1,6% menor que no fim de 2022.

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Desse modo, a margem financeira do Bradesco apresentou redução de 3,3% em relação ao quarto trimestre de 2022. A linha do resultado que inclui as receitas com crédito menos os custos de captação com clientes somou R$ 16,128 bilhões.

A boa notícia é que o índice de inadimplência enfim mostrou reação e encerrou dezembro em 5,1%. Trata-se de uma redução de 0,5 ponto percentual no trimestre, mas ainda bem acima do patamar de 4,3% de dezembro de 2022.

Os números, vale lembrar, não consideram o calote da Americanas, que já conta com 100% de provisão.

De todo modo, as despesas com provisões para calotes do Bradesco seguem em níveis altos e atingiram R$ 10,524 bilhões no quarto trimestre.

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Apesar da queda de 29,3% em relação aos últimos três meses de 2022 (graças ao efeito Americanas), as provisões deram um salto de 14,5% na comparação trimestral.

Tarifas e despesas

O Bradesco também segue lutando para recompor as receitas de prestação de serviços. A cobrança de tarifas rendeu R$ 9,028 bilhões ao banco, uma queda de 2,4% em relação ao quarto trimestre de 2022.

As despesas operacionais, por outro lado, avançaram 10,7% nos últimos três meses do ano e atingiram R$ 14,935 bilhões.

O que evitou um resultado ainda pior do Bradesco foi mais uma vez a operação de seguros, cujo resultado cresceu 10,3%, para R$ 4,745 bilhões.

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Bradesco: projeções para 2024

Por fim, o Bradesco divulgou as projeções (guidance) para 2024 junto com o balanço. Os números mostram uma perspectiva mais animadora para os negócios do bancão. Confira a seguir:

  • Carteira de Crédito Expandida: crescimento de 7% a 11%
  • Margem Financeira Total: crescimento de 3% a 7%
  • Receitas de Prestação de Serviços: crescimento de 2% a 6%
  • Despesas Operacionais (Despesas de Pessoal + Administrativas + Outras): crescimento de 5% a 9%
  • Resultado das Operações de Seguros, Previdência e Capitalização: crescimento de 4% a 8%
  • PDD Expandida: de R$ 35 bilhões a R$ 39 bilhões

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*Conteúdo em atualização

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