Bradesco (BBDC4) tem nova queda no lucro no 1T24, mas supera previsões; veja os destaques do balanço
Ainda no começo de uma grande reestruturação, Bradesco registrou lucro líquido de R$ 4,211 bilhões no primeiro trimestre de 2024

Ainda no começo de uma grande reestruturação, o Bradesco (BBDC4) trouxe resultados que ficam longe de impressionar, mas podem dar esperanças aos investidores. O banco registrou lucro líquido de R$ 4,211 bilhões no primeiro trimestre de 2024.
Trata-se de uma queda de 1,6% na comparação com o mesmo período do ano passado, mas foi um avanço considerável de 46,3% em relação ao quarto trimestre de 2023.
Além disso, o resultado superou a expectativa do mercado, que apontava para um lucro de R$ 3,893 bilhões, de acordo com as projeções que o Seu Dinheiro compilou.
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“O resultado está alinhado às expectativas de expansão das carteiras de crédito, queda da inadimplência e crescimento do lucro líquido, paulatinamente, como dissemos”, disse o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha.
A queda nas despesas de provisões para calotes e da inadimplência estão entre os destaques positivos do resultado do Bradesco. Por outro lado, a queda na margem financeira pressionou os números.
Com a queda no lucro, a rentabilidade (ROE, na sigla em inglês) do Bradesco segue bem abaixo dos níveis históricos e ficou em 10,2% no primeiro trimestre.
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Bradesco (BBDC4): os destaques do balanço do 1T24
Começando pelos pontos positivos do balanço, o Bradesco registrou uma queda de 17,9% nas provisões no crédito em relação ao primeiro trimestre do ano passado.
As despesas para reforçar o balanço contra calotes somaram R$ 7,811 bilhões e também apresentaram um recuo significativo de 25,8% na comparação trimestral.
O índice de inadimplência é outra boa notícia dos resultados do Bradesco. O indicador de atrasos acima de 90 dias encerrou março em 4,8% — ou 5,0% considerando o calote de uma grande empresa (provavelmente a Americanas).
Seja como for, o índice apresentou recuo de 0,3 ponto percentual, tanto na comparação trimestral como na anual.
O resultado da seguradora foi novamente uma bola de segurança para o Bradesco. No primeiro trimestre, a operação de seguros, previdência e capitalização rendeu R$ 3,997 bilhões, alta de 8,9% em relação ao mesmo período do ano passado.
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Margem financeira e tarifas sob pressão
Mas os resultados também mostram que o Bradesco ainda tem um longo caminho a percorrer para voltar a concorrer de igual para igual com Itaú e Banco do Brasil.
A margem financeira, por exemplo, apresentou queda de 9% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2023. A linha do balanço que inclui as receitas com crédito menos os custos de captação somou R$ 15,152 bilhões.
Mas até mesmo nesse ponto o Bradesco tem o que comemorar, já que a Tesouraria do banco voltou a apresentar resultado positivo, de R$ 630 milhões, após uma sequência de trimestres perdendo dinheiro.
O banco segue em primeira marcha na concessão de financiamentos. A carteira de crédito encerrou o primeiro trimestre em R$ 889,9 bilhões, alta de 1,4% no trimestre e de apenas 1,2% em relação a março do ano passado.
Além da margem financeira, as receitas de prestação de serviços do Bradesco seguem sob pressão. Em meio ao acirramento da concorrência dos bancos digitais e de serviços gratuitos como o PIX, elas avançaram apenas 1,3%, para R$ 8,861 bilhões.
O Bradesco procurou compensar esse resultado mais fraco com um controle de gastos. As despesas operacionais do banco subiram 4,4% em relação ao primeiro trimestre de 2023, para R$ 13.360 bilhões. No trimestre, contudo, houve uma redução de 10,5%.
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