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Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

BALANÇO

Bradesco (BBDC4) tem nova queda no lucro no 1T24, mas supera previsões; veja os destaques do balanço

Ainda no começo de uma grande reestruturação, Bradesco registrou lucro líquido de R$ 4,211 bilhões no primeiro trimestre de 2024

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
2 de maio de 2024
6:17 - atualizado às 9:44
Agência do Bradesco (BBDC4)
Agência do Bradesco (BBDC4) - Imagem: Estadão Conteúdo / André Dusek

Ainda no começo de uma grande reestruturação, o Bradesco (BBDC4) trouxe resultados que ficam longe de impressionar, mas podem dar esperanças aos investidores. O banco registrou lucro líquido de R$ 4,211 bilhões no primeiro trimestre de 2024.

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Trata-se de uma queda de 1,6% na comparação com o mesmo período do ano passado, mas foi um avanço considerável de 46,3% em relação ao quarto trimestre de 2023.

Além disso, o resultado superou a expectativa do mercado, que apontava para um lucro de R$ 3,893 bilhões, de acordo com as projeções que o Seu Dinheiro compilou.

“O resultado está alinhado às expectativas de expansão das carteiras de crédito, queda da inadimplência e crescimento do lucro líquido, paulatinamente, como dissemos”, disse o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha.

A queda nas despesas de provisões para calotes e da inadimplência estão entre os destaques positivos do resultado do Bradesco. Por outro lado, a queda na margem financeira pressionou os números.

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Com a queda no lucro, a rentabilidade (ROE, na sigla em inglês) do Bradesco segue bem abaixo dos níveis históricos e ficou em 10,2% no primeiro trimestre.

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Começando pelos pontos positivos do balanço, o Bradesco registrou uma queda de 17,9% nas provisões no crédito em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

As despesas para reforçar o balanço contra calotes somaram R$ 7,811 bilhões e também apresentaram um recuo significativo de 25,8% na comparação trimestral.

O índice de inadimplência é outra boa notícia dos resultados do Bradesco. O indicador de atrasos acima de 90 dias encerrou março em 4,8% — ou 5,0% considerando o calote de uma grande empresa (provavelmente a Americanas).

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Seja como for, o índice apresentou recuo de 0,3 ponto percentual, tanto na comparação trimestral como na anual.

O resultado da seguradora foi novamente uma bola de segurança para o Bradesco. No primeiro trimestre, a operação de seguros, previdência e capitalização rendeu R$ 3,997 bilhões, alta de 8,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

  • VEJA TAMBÉM - O choque de realidade de CAMPOS NETO: como ficam BOLSA e RENDA FIXA?

Margem financeira e tarifas sob pressão

Mas os resultados também mostram que o Bradesco ainda tem um longo caminho a percorrer para voltar a concorrer de igual para igual com Itaú e Banco do Brasil.

A margem financeira, por exemplo, apresentou queda de 9% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2023. A linha do balanço que inclui as receitas com crédito menos os custos de captação somou R$ 15,152 bilhões.

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Mas até mesmo nesse ponto o Bradesco tem o que comemorar, já que a Tesouraria do banco voltou a apresentar resultado positivo, de R$ 630 milhões, após uma sequência de trimestres perdendo dinheiro.

O banco segue em primeira marcha na concessão de financiamentos. A carteira de crédito encerrou o primeiro trimestre em R$ 889,9 bilhões, alta de 1,4% no trimestre e de apenas 1,2% em relação a março do ano passado.

Além da margem financeira, as receitas de prestação de serviços do Bradesco seguem sob pressão. Em meio ao acirramento da concorrência dos bancos digitais e de serviços gratuitos como o PIX, elas avançaram apenas 1,3%, para R$ 8,861 bilhões.

O Bradesco procurou compensar esse resultado mais fraco com um controle de gastos. As despesas operacionais do banco subiram 4,4% em relação ao primeiro trimestre de 2023, para R$ 13.360 bilhões. No trimestre, contudo, houve uma redução de 10,5%.

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