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Decisão da oferta vem após a Boeing divulgar um prejuízo líquido de US$ 6,17 bilhões, valor bem maior do que o registrado em igual período do ano anterior
Dias depois de um prejuízo trimestral maior que o esperado e no meio de uma greve que se arrasta sem solução há semanas, a Boeing decidiu lançar uma oferta de US$ 19 bilhões (R$ 108,25 bilhões) em ações na tentativa de pousar com um mínimo de estabilidade antes dos próximos voos.
No total, a companhia pretende emitir 90 milhões de ações ordinárias – avaliadas em US$ 13,95 bilhões, com base no preço de fechamento de sexta-feira (25) – e US$ 5 bilhões em ações depositárias.
A oferta ainda pode contar com mais 13,5 milhões de ações ordinárias e US$ 750 milhões em ações depositárias caso haja excesso de demanda.
Com o cinto apertado em meio a uma sequência de resultados ruins, a Boeing pretende usar o dinheiro dos investidores para equilibrar o balanço com o pagamento de dívidas, capital de giro, despesas de capital e financiamento de subsidiárias.
A decisão da oferta vem após a Boeing divulgar um prejuízo líquido de US$ 6,17 bilhões, valor bem maior do que o registrado em igual período do ano anterior, de US$ 1,64 bilhão. Em termos ajustados, o prejuízo foi de US$ 10,44 por ação, acima do esperado por analistas, de US$ 10,35.
A tradicional fabricante de aeronaves vem de uma longa crise que teve início com dois acidentes em um intervalo de seis meses com aeronaves 737 MAX 8.
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Mais recentemente, a empresa enfrenta a greve dos 33 mil trabalhadores do principal centro de produção da Boeing, que paralisa a fabricação do avião 737 Max desde 12 de setembro. A companhia tentou uma negociação na última semana, sem sucesso.
Há temores de que o alto grau de endividamento da Boeing leve a nota de crédito da companhia a ser rebaixada a grau especulativo. Às 8h32 (de Brasília), a ação da companhia tinha modesta alta de 0,2% no pré-mercado de Nova York.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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