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De acordo com os analistas, o papel pode chegar a R$ 33 em 2025, ante a projeção anterior de R$ 27; companhia é uma das beneficiadas pela alta do dólar
Além da valorização do dólar, a alta das ações na última semana e os R$ 200 milhões em dividendos, os investidores da BRF (BRFS3) têm ainda mais motivos para comemorar.
Em relatório divulgado nesta segunda-feira (9), os analistas do BB Investimentos (BB-BI) elevaram a estimativa de preço-alvo para as ações do frigorífico, que pode se beneficiar com um impulso nas receitas graças à exportação de produtos para o exterior.
O BB-BI agora estima um preço-alvo de R$ 33 para BRFS3 em 2025, ante a projeção anterior de R$ 27 — o que representa um potencial de valorização de 17% sobre o fechamento de sexta-feira (6), quando o papel foi negociado a R$ 28,32.
Diante do novo preço-alvo, os analistas também elevaram a recomendação para as ações da BRF de neutro para compra, levando em consideração esse upside.
De acordo com o BB-BI, a BRF — uma das maiores produtoras de carnes do mundo — superou as expectativas dos analistas em 2024, principalmente em relação às margens. Isso, segundo o banco, graças ao BRF+, plano de eficiência operacional lançado em 2023.
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Além do programa, a conjuntura favorável às operações, com queda dos preços dos grãos e valor de venda das proteínas em patamares mais elevados também contribuíram para melhorar os resultados do frigorífico e justificar o novo preço-alvo estimado pelo BB-BI.
Na visão do banco, a BRF deve seguir com desempenho positivo em 2025, considerando fatores como:
Os analistas ressaltam ainda o baixo patamar de alavancagem da BRF e a forte geração de caixa, permitindo maiores investimentos e a distribuição de dividendos aos acionistas.
Com a disparada recente do dólar, algumas empresas com grande parte da receita em moeda norte-americana podem se beneficiar desse cenário. A BRF, por exemplo, está entre as exportadoras de proteínas com a serem impactadas positivamente no exterior.
Para determinar o valuation, ou seja, o valor justo para o ativo, os analistas do BB-BI incorporaram os resultados dos últimos trimestres e as projeções de crescimento da BRF com base em uma demanda mais equilibrada nos mercados em que a companhia opera.
Os analistas reduziram os custos de produção do frigorífico devido às expectativas de preços mais baixos para a soja, insumo essencial na produção de ração para aves e suínos.
O BB revisou ainda a taxa de desconto da ação, com uma redução de 0,6 ponto percentual, refletindo a redução do índice beta — relação entre risco e retorno.
Apesar do cenário favorável, nenhuma ação está isenta de riscos.
Segundo o BB-BI, entre os fatores que podem influenciar as projeções relacionadas à BRF está a nova alta dos preços de commodities, especialmente milho, que pode encarecer o custo com insumos.
Existe ainda o risco de piora no cenário macroeconômico, com diminuição do poder de compra do consumidor e a falha na estratégia de hedge de commodities e cambial.
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