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Superintendência do orgão aprovou o agrupamento de ações ordinárias e aquisição do controle da varejista pelos acionistas de referência
*Matéria atualizada em 11/07/2024 para incluir informações sobre o grupamento de ações da companhia. Veja aqui
A Americanas (AMER3) deu mais um passo para alavancar as ações da companhia e avançar no plano de recuperação judicial.
Em comunicado divulgado ao mercado, a varejista informou que a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) aprovou, sem restrições, a subscrição e integralização das novas ações ordinárias a serem emitidas pela empresa.
As medidas, que foram aprovadas no mês de maio durante assembleia de acionistas, preveem um aumento de capital para a companhia de até R$ 40,7 bilhões – em que os acionistas de referência Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, se comprometeram a injetar pelo menos R$ 12 bilhões.
Considerando o valor mínimo de R$ 12,3 bilhões, serão emitidas ao menos 9,4 bilhões de novas ações, enquanto o valor máximo soma R$ 40,7 bilhões e envolve a emissão de até 31,3 bilhões de ações. O preço de emissão é de R$ 1,30 por papel.
Segundo projeções da Americanas divulgadas no início deste mês, o trio de bilionários e afiliados devem ficar com 49,2% da empresa após o aumento de capital aprovado pelo Cade. Os credores da Americanas ficarão com 47,6% da empresa, enquanto os demais acionistas ficarão com 3,2%, segundo a atual projeção.
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Além do aumento de capital, o plano de recuperação terá o agrupamento de ações ordinárias na proporção de 100 para 1. Ou seja, grupos de 100 papéis AMER3 vão se unir para formar uma nova ação — e o preço também será multiplicado pelo mesmo fator.
O objetivo da Americanas é reduzir a volatilidade das ações e tentar se livrar da condição de ‘penny stock’ — que são ações negociadas abaixo de R$ 1.
A previsão é de que as ações ‘unidas’ comecem a ser negociadas a partir de 17 de julho*. A considerar o fechamento desta segunda-feira (08), quando a AMER3 terminou o dia cotada a R$ 0,50, o valor de cada ação seria de R$ 50 após o agrupamento.
Em comunicado em maio, a varejista informou que a proposta de agrupamento tem o objetivo de “enquadrar a cotação das ações de emissão da companhia em parâmetro de preço mais em linha com os seus papéis e outras companhias do porte da Americanas”.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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