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Empresa alega que os executivos “em evidente violação aos seus deveres legais e estatutários, participaram da fraude contábil”
Em meio às investigações após a descoberta de um rombo nas finanças da Americanas (AMER3), a companhia tentará responsabilizar os possíveis culpados pela fraude e convocou uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para o dia 11 de dezembro de 2024.
Entre outros assuntos, a varejista em recuperação judicial quer autorização para entrar com um pedido de ação de responsabilidade civil contra o ex-CEO, Miguel Gutierrez, e os ex-diretores Anna Christina Saicali, José Timótheo de Barros e Márcio Cruz Meirelles.
De acordo com o documento de convocação da assembleia divulgado nesta quinta-feira (31) na CVM, a empresa alega que os executivos “em evidente violação aos seus deveres legais e estatutários, participaram da fraude contábil”, revelada em janeiro do ano passado.
Segundo a varejista, os atos fraudulentos causaram prejuízos relevantes à Americanas, conforme apurado nas demonstrações financeiras de 2021 e 2022, e nas demonstrações financeiras relativas ao exercício social de 2023, apresentadas em 14 de agosto de 2024.
"Além disso, os elementos identificados no curso das investigações indicam quem foram os autores das condutas consideradas irregulares e a materialidade de tais condutas, partindo-se da análise de documentos que suportam tais conclusões", afirma a Americanas.
Vale lembrar que Miguel Gutierrez e outros 13 executivos e pessoas ligadas à Americanas são alvo da Operação Disclosure, da Polícia Federal, que investiga as fraudes contábeis reveladas no início do ano passado e que levaram a varejista à recuperação judicial.
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A investigação revelou fortes indícios da prática dos crimes de manipulação de mercado, uso de informação privilegiada, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Gutierrez está na Espanha desde junho de 2023, quando se instalou em Madri e não voltou ao Brasil. Ele chegou a ser preso em Madri no final do mês passado, mas foi solto dias depois. Ele teria entregue seu passaporte às autoridades brasileiras e espanholas.
Em agosto, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) concedeu habeas corpus em favor de Gutierrez. Com a medida, ficou revogado o mandado de prisão contra ele.
O relator aceitou a argumentação da defesa de que não havia intenção de fuga, uma vez que Gutierrez tinha deixado o país quase um ano antes de haver medida judicial contra ele.
Miguel Gutierrez saiu da Americanas em dezembro de 2022. José Timótheo de Barros foi afastado em fevereiro de 2023 e comunicou sua renúncia em 1º de maio de 2023.
Além disso, o conselho de administração determinou, em reunião realizada em junho de 2023, os desligamentos de Anna Saicali, Márcio Cruz Meirelles, Fábio da Silva Abrate, Flávia Carneiro e Marcelo da Silva Nunes, também afastados em fevereiro de 2023.
*Com informações da Agência Brasil
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