AES Brasil (AESB3): acionistas aprovam combinação de negócios com Auren (AURE3); saiba como vai funcionar a operação
A reestruturação, que tem previsão de ser concluída em 31 de outubro, resultará na transformação da AES Brasil em uma subsidiária

A AES Brasil (AESB3) deu mais um passo no processo de fusão com a Auren (AURE3) para formar uma das maiores empresas de energia elétrica do Brasil.
Nesta terça-feira (10), os acionistas da AES Brasil aprovaram, em assembleia geral extraordinária (AGE), a incorporação da totalidade de ações da companhia pela ARN Energia Holding, que posteriormente será incorporada pela Auren. A operação também foi aprovada em AGE pelos acionistas da Auren Energia.
A reestruturação societária resultará na conversão da AES em uma subsidiária integral da geradora de energia renovável, além da unificação das bases acionárias de ambas as empresas.
Em fato relevante à CVM, as companhias informaram que a operação deve ser concluída em 31 de outubro. Depois disso, as ações da AES Brasil deixarão de ser negociadas e as novas ações da Auren passarão a ser listadas na B3 a partir de 1º de novembro de 2024.
Conversão de ações
A combinação de negócios entre as empresas de energia foi estabelecida por meio do "Acordo de Combinação e Negócios e Outras Avenças", celebrado em maio.
Além da conversão da AESB3 em subsidiária, o plano também inclui um aumento de capital da ARN e o resgate das ações preferenciais pela Auren. Com a consumação da incorporação, o capital social da Auren será aumentado no montante de até R$ 247 milhões, mediante a emissão de novas ações.
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Em relação à conversão de ações, a operação prevê que os acionistas da AES Brasil recebam 10 novas ações de emissão da ARN para cada 1 ação que eles detiverem.
De acordo com o cronograma divulgado hoje, os acionistas da AES Brasil poderão escolher três opções de conjunto de ações da ARN:
- 9 ações ordinárias mais 1 ação preferencial;
- 5 ações ordinárias mais 5 ações preferenciais;
- 10 ações preferenciais.
Segundo a companhia, a operação está sujeita, além das aprovações societárias aplicáveis, à condições suspensivas, a serem verificadas pelos conselhos de administração.
Após a incorporação da ARN pela Auren, os acionistas da ARN receberão 0,0759 ação da Auren para cada ação ordinária da ARN.
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Relembre o anúncio da fusão
Em maio deste ano, a Auren Energia (AURE3) anunciou a combinação de negócios com a AES Brasil (AESB3), criando uma empresa com receita de R$ 9,6 bilhões e R$ 30 bilhões em enterprise value (valor da firma).
A Auren — atualmente a 11ª maior geradora do país, com 3,6 GW de capacidade — vinha negociando a compra da operação brasileira da AES desde março, quando fez uma oferta vinculante.
O negócio dá origem à terceira maior empresa geradora de energia do país, com 8,8 GW de capacidade instalada 100% renovável.
Com a aquisição, a Auren passa a contar com 39 ativos, com a capacidade distribuída em 54% de geração hidrelétrica, 36% de eólica e 10% solar. A estimativa é gerar uma economia de R$ 1,2 bilhão em sinergias.
Na semana passada, a fusão foi aprovada também pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
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