Após recuperação judicial da Gol (GOLL4), socorro à aéreas será fechado com Fazenda após carnaval, diz ministro
O pacote de crédito para socorrer o setor deve ser financiado, em maior parte, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou neste sábado (3) que espera fechar o pacote de socorro às companhias aéreas no pós-carnaval. O tema segue em debate com o Ministério da Fazenda em meio ao pedido de recuperação judicial da Gol (GOLL4) nos Estados Unidos e a alta no preço das passagens.
De acordo com o ministro, o pacote de crédito para socorrer as companhias do setor deve ser financiado, em maior parte, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Em entrevista ao Estadão, porém, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o banco não abre mão de garantias. "O BNDES não tem como fazer financiamento sem garantias", afirmou Mercadante. "Nós só emprestamos com garantia."
O banco de fomento estuda há meses a oferta de uma linha de capital de giro para as aéreas, mas esbarra no problema das garantias.
As empresas chegaram a mencionar slots (espaços em aeroportos) e aeronaves em leasing como opções, mas essa oferta não prosperou.
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Crédito e planos estratégicos para aéreas
Para além da oferta de crédito, Silvio Costa Filho também falou em um planejamento estratégico de curto e longo prazos, "como ações que fortaleçam novos voos regionais e a compra de aeronaves brasileiras, a exemplo da Embraer, e outros ativos".
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O ministro espera que o impasse com as aéreas tenha uma solução no curto prazo, uma vez que ele planeja lançar o programa Voa Brasil, com passagens a R$ 200 para aposentados e pensionistas, ainda em fevereiro. Para o projeto deslanchar, as empresas têm de aderir ao programa.
Costa Filho esteve nesta manhã — junto com os ministros das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e dos Transportes, Renan Filho — em uma visita às obras do aeromóvel, projeto que visa a aprimorar o deslocamento de passageiros entre a estação da Luz da CPTM e o Aeroporto de Guarulhos.
Querosene de aviação
Representantes do governo, da Petrobras e das empresas aéreas também discutem formas de baixar o custo do querosene de aviação no pacote de ajuda ao setor. Uma das propostas é as companhias se juntarem para comprar diretamente da estatal, o que poderia reduzir o custo entre 4% e 8%.
O porcentual se refere à margem das distribuidoras privadas que estão neste mercado, como Vibra (ex-BR) e Shell (que pertence à Raízen).
Nesta semana, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, afirmou ao Estadão/Broadcast que a companhia está disposta a colaborar com o debate, mas avisou que não há a possibilidade de baixar o preço com um "canetaço".
Desde o ano passado, o preço do querosene de aviação (QAV) já baixou quase 41%, segundo ele.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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