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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

MICROCAP DESEJADA

Ação da ClearSale (CLSA3) dispara 15% na B3 com notícia sobre venda para dona da Serasa

Gigante de dados e gestão de informações Experian está perto de fechar a compra da ClearSale, segundo o site Brazil Journal

Camille Lima
Camille Lima
5 de abril de 2024
17:02 - atualizado às 17:35
ClearSale (CLSA3)
ClearSale (CLSA3) - Imagem: Divulgação

As ações da ClearSale (CSLA3) foram destaque de alta na bolsa brasileira na tarde desta sexta-feira (5) — e a “culpa” é toda da Experian, dona da Serasa no Brasil.

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O impulso das ações acompanhou os rumores de que a Experian estaria em negociações finais para adquirir a ClearSale. A informação foi publicada pelo Brazil Journal.

Os papéis CSLA3 encerraram o pregão em alta de 15,01% em reação à notícia, negociados a R$ 5,90 No acumulado de 2024, a valorização chega a 58%.

A ClearSale se manifestou sobre a notícia após o fechamento e afirmou que, neste momento, "a companhia não está em negociações finais ou firmou qualquer documento nem figura como parte de qualquer negócio vinculativo".

Porém, a empresa antifraude reconheceu que mantém contatos frequentes com potenciais parceiros de negócios, incluindo o Serasa.

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"A companhia avalia potenciais operações para ampliação de seus negócios e investimentos, incluindo por meio de eventuais aquisições de participação, parcerias e/ou reorganizações societárias com diversos participantes do mercado", escreveu, em fato relevante enviado à CVM.*

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As expectativas com o negócio

O otimismo que tomou os papéis hoje deve-se à expectativa de sinergias que seriam trazidas pelo negócio, já que a operação da ClearSale é considerada como altamente complementar ao da dona do Serasa.

Afinal, a Experian é um gigante global de gestão de informações e banco de dados, enquanto a ClearSale atua em três principais frentes de negócio atualmente: transacional em novos segmentos, como tickets e links de pagamentos; crédito e mercados financeiros, com score de crédito; e Pix.

Segundo o Brazil Journal, as negociações entre as empresas teriam começado no início do ano. O processo de due diligence — etapa fundamental para fusões ou aquisições — teria chegado ao fim no mês passado.

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De acordo com as fontes, o potencial negócio inclui um prêmio considerável sobre o valor de mercado da companhia especialista em prevenir fraudes em transações online, de pouco menos de R$ 1 bilhão.

Além do montante envolvido no negócio, o fundador da ClearSale, Pedro Chiamulera, potencialmente também passaria a desempenhar um cargo global na Experian. 

Vale destacar que, atualmente, os maiores acionistas da ClearSale são justamente o fundador Pedro Chiamulera, com uma fatia de 35,3%, e a Innova Capital, que detém 17% da companhia.

Os maiores acionistas da ClearSale são o fundador Pedro Chiamulera com 35,3%; e a Innova Capital, de Verônica Serra, com 17%.

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Procurada pelo Seu Dinheiro, a ClearSale não havia retornado o pedido de comentário até o momento de publicação desta matéria.

O balanço da ClearSale (CLSA3) 

A ClearSale (CLSA3) registrou um leve aumento de 0,8% do lucro líquido no quarto trimestre de 2023 em relação a igual intervalo do ano anterior, a R$ 5,2 milhões. 

No ano, a companhia conseguiu reduzir as perdas acumuladas em 24,4%, mas manteve um prejuízo líquido de R$ 38 milhões.

“O nosso resultado de 2023 faz parte de uma trajetória de transição estratégica. Hoje temos mais controle sobre nossas despesas e somos uma empresa muito mais eficiente e mais tecnológica para encarar os desafios do futuro”, disse o CEO Eduardo Mônaco, em entrevista ao Seu Dinheiro.

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Por sua vez, a receita operacional líquida recuou 11,4% no comparativo anual, a R$ 133,6 milhões. No ano, a cifra chegou a R$ 504,1 milhões.

A companhia manteve a estratégia dos últimos trimestres de “sacrificar” temporariamente a receita para priorizar um aumento de margens nos últimos três meses de 2023, em meio ao reposicionamento de soluções para negócios mais rentáveis no longo prazo. 

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) subiu 21,8% em relação ao quarto trimestre de 2022, para R$ 8,9 milhões. No acumulado de 2023, o montante foi negativo em R$ 39,4 milhões, uma melhora de 27% frente à cifra do ano anterior.

A companhia gerou R$ 44,4 milhões em caixa operacional em 2023, atingindo uma posição de caixa líquido de R$ 353,3 milhões no fim do ano passado.

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*Matéria atualizada às 17h33 para incluir o posicionamento da ClearSale.

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