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O mercado vinha especulando sobre o momento da divulgação do plano, que pode escancarar as portas para o pagamento de proventos extraordinários — ou deixar só uma fresta
A Petrobras (PETR4) esteve nas manchetes nesta semana por conta de uma notícia indicando que mesmo com a pressão do governo para aumentar o capex, a estatal deve reduzir investimentos previstos para 2025 — uma boa notícia para os acionistas da companhia. Nesta sexta-feira (17), essa novela ganhou mais um capítulo.
A petroleira informou que o Plano Estratégico 2025-2029 será divulgado aos analistas do mercado financeiro no próximo dia 22 de novembro.
O mercado especulava quando o plano seria apresentado, já que a Petrobras divulga os resultados do terceiro trimestre no dia 7 de novembro.
Para esfriar os ânimos, na segunda-feira (14), Magda Chambriard, presidente da Petrobras, precisou vir a público dizer que o plano ainda estava em fase de finalização e que qualquer especulação seria prematura.
A própria Chambriard enfatizou que, diferentemente do plano anterior, haverá um foco ampliado no gás e na energia elétrica.
"Quem disser que esse número já está fechado, não está correto. Comparando com o do ano anterior, não vai ser o dobro, mas também não vai ser a metade, mas esse número não está fechado ainda", disse ela na ocasião.
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Chambriard acrescentou que o novo plano estará alinhado com as discussões sobre transição energética.
O plano estratégico 2024-2028 prevê investimentos de US$ 102 bilhões, um valor 31% maior quando comparado ao último plano. Não se sabe o valor do plano 2025-2029, mas a expectativa do mercado é de que haja alguma redução.
“De acordo com os rumores e até mesmo algumas declarações da CEO, a perspectiva é de que o próximo plano confirme a redução nos investimentos em negócios que não sejam exploração e produção”, diz Ruy Hungria, analista da Empiricus Research.
Segundo ele, se isso se confirmar, “é uma boa notícia para as ações, pois indicariam não só um menor risco de aportes em ativos de baixo retorno como também uma maior possibilidade de distribuição de dividendos extraordinários”.
Para o Santander, o novo plano estratégico da Petrobras deve trazer mudanças significativas para a companhia, permitindo que a administração da estatal tenha mais margem de manobra em termos de estrutura de capital e dando aos investidores mais visibilidade sobre a capacidade de a petroleira pagar dividendos extraordinários no ano que vem.
O banco se disse confiante de que a Petrobras poderia potencialmente aumentar o teto de dívida bruta no nível atual de US$ 65 bilhões, além de dar mais clareza sobre sua posição mínima de caixa, que os analistas acreditam ser inferior a US$ 8 bilhões.
Na segunda-feira (14) uma notícia apurada pela Reuters chacoalhou as estruturas da Petrobras.
A agência de notícias ouviu fontes que indicam que a petroleira deve reduzir os investimentos planejados para o próximo ano mesmo diante da pressão contrário do governo.
A Petrobras projetou investimentos de US$ 21 bilhões para 2025, mas, segundo as fontes, esse montante pode cair para US$ 17 bilhões.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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