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Giro do Mercado

Veja quais são os dois pontos fundamentais para o mercado voltar a pensar em novos cortes na Selic no 2º semestre

Segundo o head de renda fixa da Prosperidade Investimentos, Fernando Lourençon, atitude concreta do governo com relação aos gastos e queda de juros nos EUA são fundamentais para melhorar o ânimo local

Fernando Lourençon

O mercado brasileiro aguarda dois pontos importantes no 2º semestre de 2024 para voltar a pensar em novos cortes na Selic: atitudes concretas do governo para cortar gastos e dados que corroborem o corte de juros pelo Fed nos Estados Unidos, avalia Fernando Lourençon, head de renda fixa da Prosperidade Investimentos.

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Sobre o primeiro ponto, a falta de sinalizações do governo com relação ao corte de gastos e a ausência de uma âncora fiscal clara neste sentido têm contribuído para sucessivas revisões para cima das expectativas de juros e inflação e, consequentemente, afetando a continuidade do ciclo de afrouxamento monetário.

Com isso, o analista enxerga que “o governo perdeu o benefício da dúvida que tinha com o mercado” e agora tem de se mexer para buscar alternativas para cortar gastos.

“Acredito que o governo vai se mobilizar para isso e algumas medidas virão. Sabemos que não é tão simples, que o corte de gastos mexe com muitos setores e benefícios”, disse em entrevista ao Giro do Mercado, do portal Money Times (assista a entrevista completa no final da matéria).

Apesar da necessidade de controlar as despesas para ajustar as contas públicas, Lourençon vê alguns pontos positivos, como os dados de arrecadação. 

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“Porém, quando olhamos para o ponto de vista de crédito, não importa só quanto se arrecada, mas a trajetória da dívida em relação ao que se arrecada. A arrecadação é boa, mas é relativa”, avaliou.

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As ‘entrelinhas’ da ata do Copom

Fernando Lourençon também comentou a ata do Copom, divulgada na manhã da última terça-feira (25) com mais detalhes sobre a decisão do comitê do Banco Central de manter a Selic no patamar atual, de 10,50%.

Lourençon destacou alguns pontos, como a utilização da palavra “unanimidade” para se referir à decisão dos integrantes do Copom. 

Na visão dele, a palavra foi usada para trazer mais credibilidade ao BC, já que a votação anterior gerou polêmicas pela dissonância nos votos de membros indicados pelo atual governo, como Gabriel Galípolo, e os mais antigos, como o presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto.

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“[A falta de unanimidade] não seria um problema se não fosse a questão do ruído político. O ruído político traz uma nova significação para essas votações. Quando tem o executivo atacando a instituição ou a figura do presidente do BC, traz um componente a mais”, afirmou o head de renda fixa da Prosperidade Investimentos.

Outra frase que chamou a atenção de Lourençon apareceu no parágrafo 18 da ata:

“O Comitê se manterá vigilante e relembra, como usual, que eventuais ajustes futuros na taxa de juros serão ditados pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta.”

Isso “pode significar uma subida de juros, se for necessário”, avalia.

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Assista à entrevista completa com o head de renda fixa da Prosperidade Investimentos neste link ou no player abaixo:

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