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Vindo de dois recordes seguidos de fechamento, Ibovespa vem surfando expectativa de corte de juros nos Estados Unidos
O Ibovespa estabeleceu um novo recorde pelo segundo pregão seguido na terça-feira (20). Pela primeira vez na história, o principal índice de ações da bolsa brasileira fechou acima dos 136 mil pontos.
O mercado local surfa a expectativa do primeiro ciclo de corte de juros nos Estados Unidos em mais de quatro anos. A interpretação dos analistas é de que o alívio monetário por lá aumentará o fluxo de capital em direção aos países emergentes.
De qualquer modo, ainda falta quase um mês para a próxima reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).
Diante disso, os ativos de risco tendem a ter um dia amarrado até o meio da tarde, quando virá à tona a ata da última reunião do Fed.
Com a agenda fraca por aqui, os investidores ainda ficarão de olho na revisão de dados sobre o mercado de trabalho dos EUA.
Os participantes do mercado também se preparam para o simpósio de banqueiros centrais de Jackson Hole. No entanto, a atração principal do evento (o discurso do presidente do Fed, Jerome Powell) está prevista apenas para a sexta-feira.
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E enquanto a ata não vem, a forte alta do minério de ferro lá fora impulsiona os ADRs da Vale no pré-mercado em Nova York. Outro estímulo para o Ibovespa seguir na busca por novos recordes pode vir da alta do petróleo nos mercados internacionais nesta manhã.
Por aqui, o Senado aprovou em votação simbólica o projeto de lei da desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia e de pequenos e médios municípios.
O que viabilizou o acordo foi a retirada de um dispositivo que elevaria de 15% para 20% a alíquota de imposto de renda sobre o juro sobre capital próprio (JCP).
A compensação da perda de R$ 25 bilhões em receitas virá de uma série de outras fontes, entre elas um pente-fino no INSS e em programas sociais.
DIVIDENDOS VEM AÍ
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Petrobras (PETR4) e Gerdau (GOAU4) pagam dividendos nesta semana. Veja os valores e quais são as recomendações do BTG Pactual para buscar proventos.
FUTURO DOS JUROS
O novo presidente do BC terá “oportunidade imperdível” de subir a Selic e ganhar a confiança do mercado, diz Rogério Xavier, da SPX. Na avaliação do sócio-fundador da instituição, um eventual pequeno ciclo de aumento de juros também traria um saldo positivo para o Brasil.
MERCADO DE CAPITAIS
Nova janela de IPOs: Brasil tem pelo menos 60 empresas que podem abrir capital na B3 — presidente da CVM revela o que falta para as ofertas de ações voltarem de vez. Executivos do Bank of America, Bradesco Asset, Goldman Sachs e do Santander Brasil revelaram as perspectivas para o cenário financeiro do Brasil no próximo ano.
RENEGOCIAÇÃO A TODO VAPOR
Na esteira do prejuízo bilionário, a Infracommerce (IFCM3) convoca AGE para votar aumento do limite de capital. Proposta está entre as alternativas para reduzir o endividamento financeiro da companhia, que atualmente renegocia R$ 650 milhões em dívidas.
APÓS AUMENTO DE CAPITAL
Americanas (AMER3) fará emissão de bônus para acionistas com novas ações a 1 centavo; saiba como vai funcionar. Operação faz parte do aumento de capital de R$ 24 bilhões aprovado no mês passado pela varejista e proposto no plano de recuperação judicial.
NOVO ATIVO NA B3
Solana vai com as outras? Depois de Bitcoin e Ethereum, SOL vai ter seu próprio ETF na bolsa brasileira; cota inicial será de R$ 10. Fundo de índice da QR Asset será listado na B3 na quarta-feira da próxima semana (28).
Veja como distinguir quais ações valem o seu investimento; investidores também reagem a novos resultados de empresas e dados macroeconômicos
Olhamos para 2026 e não vemos um cenário assim tão favorável para companhias capengas. Os juros vão começar a cair, é verdade, mas ainda devem permanecer em níveis bastante restritivos para as empresas em dificuldades.
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