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Além do testemunho de Powell e da inflação oficial no Brasil, investidores monitoram regulamentação da reforma tributária
Acompanhar os testemunhos do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, pode ser uma tarefa entediante. É sempre a mesma coisa. Uma vez por semestre, lá vai ele com sua pastinha, numa terça-feira ao Senado, no dia seguinte à Câmara dos Representantes. O discurso é preparado, republicanamente distribuído à imprensa pouco antes da primeira aparição. Você sabe o que vai acontecer, mas continua assistindo mesmo assim.
Vistos dessa maneira, os testemunhos de Powell são quase como um episódio de “Chaves”. Mas os jornalistas vão lá, cobrem os dois com o mesmo grau de minúcia. O mesmo é feito pelos investidores.
Isso porque os discursos preparados podem até ser iguais, mas as perguntas feitas por deputados e senadores nem sempre são as mesmas. E, mesmo que elas se repitam, uma hesitação, a entonação ou uma palavra fora de lugar podem mudar tudo.
É nessa hora que o que parecia um episódio de “Chaves” se transforma na possibilidade de assistir a um dos finais alternativos da clássica novela “Vale Tudo”, que estaria em vias de ganhar um remake.
No Senado, Powell deixou três pistas sobre o futuro dos juros nos Estados Unidos.
A repórter Carolina Gama acompanhou o testemunho de ontem e vai ouvir o presidente do Fed de novo hoje.
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A expectativa é de que quem matou Odete Roitman continue sendo a Leila, mas vai que Powell leva ao ar um final alternativo.
Lá fora, os mercados internacionais de ações amanheceram no azul nesta quarta-feira.
Por aqui, o dólar recuou mais de 1% ontem e o Ibovespa emplacou sua sétima alta seguida, recuperando os 127 mil pontos. Trata-se da mais extensa sequência positiva da bolsa brasileira desde junho do ano passado.
Os movimentos da véspera foram motivados pela aparente disposição de Powell de cortar os juros nos EUA assim que possível, embora os indicadores ainda não permitam.
Para hoje, além do testemunho de Powell, os investidores repercutem os números do IPCA de junho. Analistas esperam desaceleração no dado mensal, bem como arrefecimento dos núcleos.
Ainda nesta quarta-feira, a Câmara dos Deputados começa a votar a regulamentação da reforma tributária, mas sem definição sobre a eventual entrada da carne na cesta básica.
FII DO MÊS
O fundo imobiliário favorito do mês está descontado e analistas enxergam ‘oportunidade única’ para investir; confira os FIIs mais recomendados para julho. Historicamente, o campeão do mês costuma negociar com um prêmio médio de cerca de 2% em relação ao indicador, mas a situação mudou agora.
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Moura Dubeux (MDNE3) tem a melhor prévia operacional da história, e CEO diz que ação vai pagar dividendos ainda este ano; veja quando. Os lançamentos saltaram 83,8% ante o primeiro trimestre do ano e alcançaram os R$ 637 milhões, enquanto as vendas líquidas se aproximaram dos R$ 500 milhões.
QUEDA DE BRAÇO
Risco de falir? A contagem regressiva para evitar a quebradeira dos bancões nos EUA. Os grandes bancos norte-americanos fizeram um lobby feroz contra o plano encabeçado pelo Fed — e Powell sinaliza que pode haver algum alívio; entenda a história.
DANÇA DAS CADEIRAS
Quem será o novo presidente da Vale (VALE3)? Consultoria entrega a primeira lista de possíveis sucessores com CEOs da Embraer (EMBR3) e Gerdau (GGBR4) entre os cotados. O ex-ministro e ex-presidente da Petrobras, Pedro Parente, e o presidente da Volkswagen nos EUA, Pablo Di Si, também estão entre os listados.
AS TRÊS LISTRAS QUE TODO MUNDO QUER
É o fim do reinado da Nike? Como a moda do Samba e do Gazelle podem abrir uma oportunidade para as ações da Adidas. Os papéis da Nike chegaram a cair 20% com a notícia de que as vendas anuais no final de junho encolheram — aumentando as preocupações dos investidores sobre o fato de a gigante do vestuário esportivo ficar atrás de rivais.
Uma boa quarta-feira para você!
A primeira Super Quarta do ano promete testar o fôlego da bolsa brasileira, que vem quebrando recordes de alta. Alianças comerciais e tarifas dos EUA também mexem com os mercados hoje
A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.
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