Vale (VALE3) opera em alta em reação às prévias operacionais positivas; é hora de comprar? Veja como os analistas receberam os números
Relatório de produção foi divulgado ontem; números positivos para o minério de ferro insinuam que a China não conseguiu ‘derrubar’ a Vale por completo

A Vale (VALE3) divulgou ontem (15) as prévias operacionais do terceiro trimestre de 2024 (3T24), revelando alguns números favoráveis para o minério de ferro, mesmo com a “questão China” pairando sobre o negócio.
Hoje, o mercado repercute positivamente os números revelados pela mineradora, e a ação sobe 1,23%, por volta das 14 horas.
Para os analistas do BTG Pactual, Itaú, Santander, BB Investimentos e Empiricus, o panorama é positivo, mas as instituições têm recomendações diferentes para a ação.
Relembrando alguns dados:
- A produção de minério de ferro foi de 90,971 milhões de toneladas métricas (Mt) no 3T24 – alta de 5,5% em base anual. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, houve aumento de 12,9%.
- As vendas de minério de ferro subiram 1,6% entre julho e setembro na comparação com o mesmo período de 2023 e um crescimento de 2,6% na base trimestral, para 81,838 milhões de toneladas métricas.
Para ver na íntegra todos os números e entender melhor a análise dos especialistas, leia aqui a matéria completa sobre a prévia operacional.
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BTG Pactual: “Gostamos do que estamos vendo nas operações de minério de ferro”
Na visão dos analistas do BTG Pactual, o relatório de produção da Vale trouxe números levemente acima do esperado.
No entanto, a volatilidade atrelada à mineradora – muito causada pela especulação em torno da recuperação chinesa – ainda continua sendo uma “pedra no sapato” para prever os próximos passos.
Embora reconheça os sinais operacionais positivos, o banco prefere manter-se neutro em VALE3. “Estamos esperando por maior clareza sobre os fatores de pressão e o ambiente macroeconômico antes de fazer qualquer mudança significativa”, escreveram os analistas no relatório.
A expectativa para 2025 é de revisões negativas para a ação, considerando um cenário em que o preço do minério de ferro será mais baixo.
Empiricus Research: “A companhia está na direção certa”
Já a Empiricus, casa de análise pertencente ao mesmo grupo do BTG, mantém-se mais otimista com a Vale, considerando que o relatório operacional do 3T24 deu um sinal positivo para os investidores.
“Depois de alguns anos com números de produção decadentes, a prévia do trimestre e a revisão para cima do guidance mostram que a companhia está na direção certa e amenizam um pouco as preocupações com relação à demanda por minério na China”, comentam os analistas.
Considerando a melhora de produtividade e bons níveis de dividendos, a Empiricus avalia a mineradora como barata no atual momento e recomenda a compra.
Itaú BBA: “Estamos confiantes na nossa estimativa de EBITDA para Vale”
Outra instituição que mantém recomendação de compra é o Itaú, ao avaliar a prévia operacional como ligeiramente positiva.
O volume de produção do minério de ferro (tanto pelotas quanto finos) foi em linha com o esperado pelo banco, enquanto os preços vieram levemente acima do esperado.
O Itaú estima o Ebitda do 3T24 da Vale em US$ 3,35 bilhões (R$ 18,9 bilhões), o que representa uma queda de 29% na comparação anual. Os analistas reforçam que estão confiantes com essa projeção.
Santander: “Vale permanece nossa escolha principal no setor de Materiais Básicos da América Latina”
Outro “bancão” brasileiro manteve sua classificação “outperform” (equivalente à compra) para a mineradora: o Santander.
O volume de vendas do minério de ferro veio 5% acima das expectativas da instituição. Lembrando que o valor foi de 81,838Mt – crescimento de 2,6% na base trimestral.
Para o Ebitda do 3T24, o Santander é mais otimista que o Itaú, projetando uma cifra de US$ 3,5 bilhões (R$ 19,8 bilhões).
A Vale permanece como a principal escolha para o setor de materiais básicos da América Latina.
BB Investimentos: “A companhia está sendo bem-sucedida”
Por fim, o BB Investimentos, que recomenda a compra de VALE3 com preço-alvo de R$ 74, também recebeu de forma positiva a prévia operacional.
O destaque no relatório foi o volume de produção do minério de ferro (91 Mt), que atingiu o maior patamar desde o 4T18, antes do acidente em Brumadinho
“Os números de produção superaram nossas estimativas e, em nossa opinião, mostram que a companhia está sendo bem-sucedida em sua estratégia de busca de um crescimento sustentável no desempenho de suas operações”, escrevem os analistas.
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