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A performance ocorre no pregão seguinte à publicação dos resultados de agosto e é impulsionada pelos números registrados no período
A publicação de resultados do IRB Re (IRBR3) já foi motivo de dor de cabeça para os acionistas no passado. Mas, com a recuperação das operações, a divulgação dos números tem o potencial de impulsionar as ações.
Foi o que aconteceu nesta quarta-feira (23). Os papéis IRBR3 saltaram 12,29%, cotados em R$ 47,71, e lideraram a lista de maiores altas do Ibovespa hoje.
A performance ocorre no pregão seguinte à publicação dos números de agosto. O ressegurador teve lucro líquido de R$ 29 milhões no mês, cifra que supera em 65% o valor reportado em agosto do ano passado.
Por outro lado, o número é 14% inferior ao registrado no mês imediatamente anterior. Mas o BTG Pactual, que avaliou os resultados em relatório divulgado hoje, relembra que julho é tipicamente forte para a empresa pois é o período de renovações no portfólio da América Latina.
Por falar nos contratos, os prêmios emitidos ficaram em R$ 275 milhões, uma queda de 12% na base anual, enquanto os retidos recuaram 4%, para R$ 219,8 milhões.
Já o índice de sinistralidade subiu de 63,4% em julho para 65,7%, mas melhorou 18 pontos percentuais na comparação anual.
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Além de analisarem os números de agosto, os analistas do BTG Pactual revelaram que conversar com a Caixa Seguridade e a BB Seguridade sugerem que é provável que os balanços do terceiro trimestre venham com reversões das provisões relacionadas ao Rio Grande do Sul.
O Estado foi palco de uma tragédia climática após fortes chuvas atingirem os munícipios gaúchos entre o fim de abril e maio deste ano.
No segundo trimestre, o IRB alocou R$ 107 milhões em provisões para cobrir potenciais futuros gastos com seguros na região.
"A teoria é que, dada a exposição significativa do IRB aos setores agro e imobiliário, ele também poderia se beneficiar de reversões futuras (embora com algum atraso, pois ainda precisam receber notificações
das seguradoras se e quando isso acontecer)", diz o BTG Pactual.
Os analistas acrescentam ainda que o IRB segue priorizando a rentabilidade ante o crescimento e assinando contratos de renovações a bons preços. E também pode se beneficiar da alta das taxas de juros no Brasil, ainda que 40% do portfólio esteja fora do país.
Apoiado nessas perspectivas e também na recuperação contínua das receitas e na crescente demanda por seguros e resseguros — que é impulsionada por fatores climáticos —, o BTG permanece com uma visão positiva para as ações IRBR3.
A recomendação do banco para os papéis é de compra com um preço-alvo de R$ 55. O valor implica em um potencial de alta de cerca de 15% ante à cotação atual.
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
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