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O forte recuo é uma reação a números considerados neutros por parte dos analistas das principais casas brasileiras
Enquanto o mercado repercute as prévias de seis construtoras e incorporadoras da B3 que divulgaram prévias operacionais na noite de ontem, o destaque desta sexta-feira (12) são as ações da Plano & Plano (PLPL3).
Mas o holofote, porém, não é positivo: negociados fora do Ibovespa, os papéis da companhia lideravam as quedas da bolsa por volta das 11h12, com um tombo de 7,85%, a R$ 12,79
O forte recuo é uma reação a números operacionais considerados neutros por parte dos analistas das principais casas brasileiras.
O Santander, por exemplo, afirma que o Valor Geral de Vendas (VGV) dos lançamentos — que atingiu R$ 418,1 milhões no primeiro trimestre — representa um recuo de 5% ante o mesmo período do ano passado e ficou 25% abaixo das projeções.
“Além disso, as vendas atingiram R$ 544,3 milhões, um aumento de 4% na comparação anual, mas 11% abaixo da nossa estimativa”, acrescenta o banco.
O indicador também veio abaixo do esperado pela XP, que afirma que ele foi afetado por maiores distratos. A corretora acredita que a alta dos cancelamentos, que representam 19% das vendas brutas, é uma consequência da estratégia da companhia de expandir o funil para aumentar a velocidade das vendas.
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Para o BTG Pactual, por outro lado, os números foram decentes. O banco reconhece que o primeiro trimestre normalmente é mais fraco para a companhia, mas argumenta que as vendas foram boas a despeito dos lançamentos mais fracos.
Os analistas, que revisaram ontem as estimativas para a Plano & Plano, mantiveram a visão positiva para a companhia e a recomendação de compra para os papéis, com preço-alvo de R$ 19.
“Acreditamos que o Plano & Plano oferece ‘o melhor dos dois mundos’ quando comparada com pares de baixa renda, pois não está tão alavancado quanto alguns nomes que passam por uma recuperação financeira e é muito mais barata do que rivais que possuem um balanço patrimonial forte”, cita o BTG.
Enquanto a Plano & Plano (PLPL3) é um dos destaques negativos da bolsa em reação à prévia, os números divulgados pela Direcional (DIRR3) fazem com que a empresa registre a maior alta do índice imobiliário da B3 hoje — com avanço de XX%, por volta das 12h
Na visão do Itaú BBA, a companhia utilizou o primeiro trimestre para iniciar o ano focando em uma de suas principais metas para 2024: vender mais e acelerar a velocidade das comercializações.
A Direcional reportou o melhor trimestre da história em vendas líquidas, com R$ 1,3 bilhão e alta de 63% sobre o 1T23. O índice de velocidade de vendas, ou VSO, cresceu 5 pontos percentuais na mesma base de comparação e chegou a 22%.
O BTG Pactual destaca que as ações da companhia subiram 12% em dois meses, então o valuation dos papéis já não é mais uma “pechincha”. Mas manteve a recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 27, baseado no forte momento operacional.
Banco elevou a recomendação para compra ao enxergar ganho de eficiência, expansão de margens e dividend yield em torno de 8%, mesmo no caso de um cenário de crescimento mais moderado das vendas
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