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Valorização do iene e do franco suíço contribuíram para o desempenho do metal precioso
O ouro perdeu 2,5% no fechamento desta quinta-feira (25), em pregão marcado por mudanças no sentimento de risco e volatilidade nos mercados globais.
Pela manhã, pesou a competição com iene, franco suíço e Treasuries pela demanda por segurança em ambiente de fuga do risco, mas sinais de resiliência da economia americana levaram os mercados na direção contrária, de apetite por risco, ainda em detrimento do metal precioso.
O contrato de ouro para agosto fechou em queda de 2,5%, em US$ 2.353,50 a onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).
O ouro reverteu ganhos recentes e caminha para fechar a semana com perdas de aproximadamente 4%, em meio ao cenário econômico global incerto.
Os preços do metal precioso começaram o pregão pressionados pela forte valorização do iene e do franco suíço no mercado de câmbio, além de demanda robusta por títulos americanos - que provocou baixa nos juros dos Treasuries pela manhã.
Os ativos competem com o ouro pela demanda por segurança, sentimento que dominava os mercados internacionais no início da manhã, após as bolsas de Nova York fecharem ontem com a maior perda diária desde 2022 diante da deterioração de papéis de tecnologia. Isso contribuiu para o tombo da Bolsa de Tóquio e o viés negativo das bolsas da Europa.
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No entanto, os mercados desfizeram esse movimento depois de leitura forte do PIB dos Estados Unidos no segundo trimestre, sinalizando resiliência da economia americana. Apesar de retirar força dos concorrentes do ouro, o dado incentivou apetite por risco, ao mesmo tempo em que limitou o otimismo em relação a cortes de juro pelo Federal Reserve (Fed).
Segundo a Pantheon, o PIB mantém o relaxamento monetário na mesa, mas diminui a probabilidade de redução acumulada maior até o fim de 2024.
Em relatório, o TD Securities avalia que a correção nos preços do ouro era uma possibilidade em aberto, tendo em vista que as posições de investidores do metal sobre cortes de juros pelo Fed estavam "longas demais" em relação às expectativas do mercado e que há sinais de deterioração na demanda asiática.
O banco de investimentos também projeta que, se a valorização de moedas asiáticas se mantiver, os preços do ouro seguirão pressionados e podem disparar uma "onda de vendas" em posições nas próximas semanas.
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
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