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O SNCI11 já pagará proventos cerca de 5% maiores neste mês e, com um novo cenário macroeconômico traçado pelo mercado, a gestão espera dividendos ainda maiores
Os dividendos do Suno Recebíveis Imobiliários (SNCI11), que serão depositados na próxima semana, já subiram cerca de 5% em junho, na comparação com o mês anterior. Mas podem aumentar ainda mais nas próximas distribuições, de acordo com o novo guidance divulgado pelo fundo imobiliário.
Em relatório gerencial publicado na última quarta-feira (20), a gestão explica que o incremento recente dos proventos é explicado, sobretudo, por um "fenômeno de reprecificação de ativos" que ocorre desde março.
O pontapé para esse movimento foi a abertura das curvas de juros globais e, principalmente, brasileiras, em resposta a pressões inflacionárias "ainda resistentes". Por aqui, os ruídos fiscais contribuíram para a mudança de rota dos juros ao levarem a projeções de uma inflação "ligeiramente mais forte".
Vale relembrar ainda que, ontem, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) interrompeu o ciclo de cortes da taxa básica de juros do país e manteve a Selic no patamar de 10,50% ao ano.
A nova estimativa de uma taxa terminal ainda na casa dos dois dígitos representa um cenário "consideralmente distinto" daquele que era projetado no início do ano, quando o SNCI11 revisou seu patamar de distribuição para R$ 0,94 por cota ao longo de 2024.
Como o fechamento das curvas não parece mais provável, a gestão decidiu recalibrar novamente as projeções para o portfólio e agora espera que o FII tenha um resultado líquido de despesas "levemente superior" a R$ 1 por cota durante o segundo semestre.
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O cálculo considera também o "compromisso de aporte recorrente" do fundo com alguns ativos em obra, o que contribui positivamente a média de remuneração da carteira.
"Com isso em mente, o time de gestão espera poder elevar novamente o patamar de distribuição a partir dos próximos fechamentos, atingindo um nível de proventos confortável, perene e em linha com os pares
high-performers."
A gestão relembra, porém, que eventuais alterações nas expectativas sobre o rendimentos dos ativos "poderão ensejar alterações nesse patamar" que serão comunicadas aos investidores.
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