Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

O otimismo cauteloso dos FIIs: mercado ainda confere oportunidades — e aqui está uma delas

Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) vem silenciosamente renovando máximas em 2024 com queda dos juros, desconto dos FIIs e mudanças da regulação

31 de março de 2024
7:11 - atualizado às 16:34
Vista aérea de uma cidade com muitos prédios | Fundos imobiliários fundo imobiliário
Fundos imobiliários (FIIs) - Imagem: Shutterstock

Nos últimos meses, recebi mais de um material com título "Otimismo Cauteloso" envolvendo os ativos domésticos. Para quem acompanha o mercado financeiro brasileiro há anos, este é um dos sentimentos mais tradicionais dos investidores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isto é, mesmo quando avaliamos cenários de alta, o termo "cautela" está sempre presente na postura dos participantes brasileiros mais experientes.

A dinâmica das últimas semanas exemplifica bem essa situação. Nos Estados Unidos, a reunião do Federal Reserve (Banco Central americano) permitiu um alívio de riscos, sinalizando que o primeiro movimento de queda dos juros deve chegar em junho.

Diante desse movimento, as bolsas globais avançaram e o S&P 500 beira suas máximas históricas, aos 5.250 pontos.

No contexto local, por mais que o Brasil seja considerado um grande "Beta" do mercado global, a Bolsa caminhou em trajetória contrária.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ruídos envolvendo a conduta geopolítica do governo, o equilíbrio fiscal e o controle da inflação dominaram a narrativa deste primeiro trimestre, fazendo com que o Ibovespa caísse 4,5% no período e frustrasse as expectativas do mercado.

Leia Também

Neste momento, encontramos um ponto curioso para a indústria local, no qual o contexto macroeconômico tende a favorecer os ativos de risco, que estão bem descontados, mas o comportamento dos investidores segue discreto.

O próprio Luis Stuhlberger, renomado gestor do fundo Verde, citou cenário semelhante em evento recente.

E os fundos imobiliários (FIIs)?

Enquanto isso, o Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) vem silenciosamente renovando suas máximas em 2024. Os três meses do ano apresentaram altas consecutivas, fundamentadas nos argumentos detalhados na última coluna: i) queda dos juros; ii) desconto dos FIIs; e iii) mudanças da regulação. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No acumulado, o Ifix registra alta de quase 3% no ano. De fato, trata-se de uma performance tímida, mas suficiente para superar os outros índices domésticos e manter o status de "otimismo cauteloso" para o mercado de FIIs.

Apenas para curiosidade, este é o panorama de desempenho entre setores e ativos individuais do primeiro trimestre do ano.

O que vem pela frente para os FIIs?

De início, vale comentar que os três fundamentos citados anteriormente permanecem sólidos e devem sustentar a alta do Ifix ao longo de 2024. Contudo, existem algumas ponderações a serem feitas.

No contexto doméstico, há uma discussão importante no que diz respeito à taxa de juros. Com alguns indicadores de inflação um pouco acima das estimativas do mercado e o Copom flexibilizando marginalmente sua atuação para as próximas reuniões, surge uma incógnita sobre o término do ciclo de queda da Taxa Selic. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Neste momento, as apostas do mercado convergem para 9% a.a. para o final de 2024. Mas a amplitude de possibilidades do contexto atual deve provocar volatilidade no mercado para os próximos meses.

Os fundos imobiliários, tradicionais veículos para captura de valor em momentos de queda dos juros, são sensíveis a este movimento.

Outra questão são as mudanças regulatórias em torno do mercado financeiro. Após restrições envolvendo a emissão de CRIs, CRAs, LCIs e LCAs, o governo recentemente alterou as regras das debêntures incentivadas também. 

Com a União precisando de recursos e as emissões de FIIs a todo vapor, entendo que os investidores de FIIs deveriam ficar atentos a estes movimentos, mesmo que o governo tenha uma agenda positiva voltada para o mercado imobiliário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Falando de emissões, a cobertura recente da série Empiricus Renda Imobiliária foi extensa. Considerando o relatório de segunda-feira (1), avaliamos quatro ofertas nos últimos 15 dias, totalizando mais de R$ 3 bilhões de captação alvo. Além delas, comentamos brevemente sobre outras propostas no último plantão de dúvidas, disponibilizado na última terça-feira (26). 

Para quem tem interesse nesse tipo de investimento, que pode representar uma oportunidade, recomendo fortemente a leitura, visto que é importante uma avaliação independente sobre as ofertas neste momento. Neste link, encaminho uma promoção especial da assinatura. Confira!

TRX Real Estate (TRXF11): oportunidade pontual

O TRX Real Estate (TRXF11) é um fundo de tijolo voltado para os segmentos de galpões logísticos e varejo, com forte presença no segundo.

Gerido pela TRX e administrado pela BRL Trust, o FII tem por objetivo gerar renda mediante aquisição, desenvolvimento e venda de imóveis locados preferencialmente para grandes empresas com contratos de longo prazo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Atualmente, 60,3% do portfólio do TRXF11 está alocado em participações diretas em imóveis. Os outros 29,6% estão em participações indiretas, especificamente via TRXB11, do qual possui quase 100% das cotas. 

Na parcela imobiliária, o fundo conta com mais de 57 imóveis. Desse total 50 são performados e sete em fase de desenvolvimento, locados para um total de sete diferentes empresas.

Os ativos são destinados às operações de varejo de grandes marcas, sendo as principais Grupo Pão de Açúcar (GPA) e Assaí, que ocupam 63% do portfólio. Ambas  possuem dominância no segmento de supermercados e um baixo risco de crédito.

Cerca de 95% dos contratos de locação estão na modalidade atípica com prazo médio de duração de 14,6 anos (mais de 95% programados para depois de 2035). Este fator permite uma alta previsibilidade de receitas para o fundo no longo prazo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Reciclando o portfólio

Nos últimos meses, a gestão trabalha de forma ativa para reciclar os ativos e adicionar novos locatários à carteira, a fim de elevar a diversificação. Inclusive, a TRX realizou negociações recentemente, com o objetivo de vender diversas lojas da marca Assaí e GPA.

Tais transações estão em fase de diligência e devem proporcionar um lucro extraordinário aos cotistas nos próximos semestres.

No passivo, o fundo possui R$ 895 milhões em operações de securitização e contas a pagar, o que gera um loan to value (LTV) de 38% (não considera o endividamento do TRXB11) – boa parte da dívida deve ser pré-paga caso a venda das lojas Assaí seja concluída. 

Mais recentemente, o fundo veio para a décima emissão, com objetivo de levantar R$ 250 milhões, emitindo 2,3 milhões de novas cotas. De acordo com o prospecto definitivo da oferta, os recursos irão para a conclusão do pagamento das compras de novos ativos e para o desenvolvimento das lojas nos terrenos adquiridos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No pipeline divulgado pela gestão, que totaliza R$ 566,6 milhões, há um cap rate médio de 8,3%. É importante comentar que boa parte do valor dos ativos alvo será coberta com a utilização dos recursos provenientes da venda das lojas Assaí.

Segundo o material publicitário da oferta, caso o pipeline e o desinvestimento de ativos se concretizem, o fundo deve registrar uma redução importante do seu LTV, para o patamar de 23%. Além disso, espera-se que a distribuição média mensal atinja a casa de R$ 1 por cota – atualmente, o indicador está em R$ 0,90 por cota.

Fonte: TRX

Nota-se pela tabela acima que as recentes movimentações (transação e emissão) devem proporcionar um avanço nas características do FII, seja na remuneração ou na percepção de risco. 

Riscos do TRXF11

O fundo continua com riscos envolvendo alavancagem e nível de crédito dos locatários, com nível mais controlado. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A oferta atual é destinada apenas para investidores profissionais e atuais cotistas, mas entendo que o preço de mercado oferece ligeira oportunidade de compra. 

Após atualizarmos o modelo, encontramos leve potencial de valorização para o TRXF11, aliado a um dividend yield bem atrativo de 13% para os próximos 12 meses, considerando a distribuição do ganho de capital dos empreendimentos em processo de alienação. 

Um abraço,

Caio

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
EXPANSÃO DO PORTFÓLIO

BTG Pactual Logística (BTLG11) quer surfar a onda dos galpões logísticos e anuncia oferta de até R$ 2 bilhões; confira os detalhes da operação

24 de abril de 2026 - 15:28

Embora a captação seja de cerca de R$ 1,6 bilhão, o BTLG11, que é um dos fundos mais populares entre os investidores pessoas físicas, também informou que poderá emitir um lote adicional de até 3.902.439 de cotas

RENDA EXTRA NA CONTA

Copel (CPLE3) define data para pagar dividendos de R$ 1,35 bilhão. Quem tem direito ao pagamento?

24 de abril de 2026 - 14:30

O setor elétrico é conhecido pelo pagamento de proventos atrativos. O BTG Pactual e o Safra, por exemplo, veem a ação com bons olhos para quem busca renda extra com dividendos.

TEMPORADA DE BALANÇOS

Lucro da Usiminas (USIM5) mais que dobra e ação salta 7%; dólar fraco e ‘mix premium’ turbinam os números do 1T26

24 de abril de 2026 - 13:14

Com preços mais altos, custos menores e mix voltado ao setor automotivo, siderurgia puxa Ebitda para R$ 653 milhões, enquanto mineração segue pressionada por volumes menores

CICLOS POSITIVOS

Vacância em lajes corporativas volta ao nível pré-pandemia em São Paulo, diz BTG Pactual — mas outro setor bate recordes e rouba a cena

24 de abril de 2026 - 12:01

Apesar das projeções otimistas, o banco identifica que regiões como a Vila Olímpia devem ser impactadas pela devolução de imóveis em breve

ONDA DE AQUISIÇÕES?

A corrida pelo “ouro do século 21”: acordo bilionário de terras raras da Serra Verde pode ser apenas o começo, prevê BTG  

23 de abril de 2026 - 19:11

Para os analistas, a Serra Verde acaba de inaugurar o que deve ser uma “onda de aquisições” em solo brasileiro

ENFERRUJOU?

Itaú BBA corta preços-alvo de CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3); entenda o principal motivo para a decisão

23 de abril de 2026 - 17:06

Para o BBA, as preocupações com a alavancagem têm pressionado o desempenho da CSN. No ano, a CMIN3 caiu 7%, enquanto a Vale (VALE3) subiu 20%

NEM PAPEL, NEM TIJOLO

FoFs roubam a cena entre FIIs e lideram retornos no último ano, mostra índice da Rio Bravo; confira o desempenho dos setores

23 de abril de 2026 - 13:21

Por contarem com ativos de crédito e de tijolo na carteira, os Fundos de Fundos tendem a ter portfólios mais defensivos em momentos de instabilidade, segundo gestora

REFORÇO BILIONÁRIO

Carro já era? Tesla (TSLA34) quer triplicar investimentos em 2026 com a ambição de Elon Musk em se tornar uma potência de IA

23 de abril de 2026 - 11:57

A fabricante de carros elétricos aumentou o plano de aportes para US$ 25 bilhões neste ano, com foco em robotáxis, robôs humanoides, caminhão elétrico e fábrica de chips de inteligência artificial

NOVO VALOR

Small cap da bolsa recalcula dividendos de R$ 150 milhões após recompra de ações; veja novas datas e valores por papel

23 de abril de 2026 - 11:03

A Iguatemi (IGTI11) atualizou, na noite de quarta-feira (22), os dividendos que serão pagos ao longo de 2026

ESTRATÉGIA DE ELITE

Segredo de R$ 5 bilhões: a regra de ouro dos multimilionários para proteger o patrimônio (e como você pode copiar)

23 de abril de 2026 - 6:04

Quer investir como um magnata? O segredo está na diversificação inteligente e no patrimônio integrado; confira as lições da Ghia para preservar capital mesmo em tempos de guerra

O QUE COMPRAR AGORA

A mamata da bolsa acabou? Ibovespa pode chegar nos 210 mil pontos, segundo o BofA, mas as ações já não estão baratas

22 de abril de 2026 - 17:29

O Bank of America elevou o alvo para o Ibovespa em 2026, mas lembra que o rali é carregado por gigantes da bolsa brasileira e pelo fluxo aumentado de estrangeiros fazendo negócios por aqui

NA PONTA DO GIZ

Yduqs, Cogna, Ânima, Ser… empresas de educação devem sofrer no 1T26; veja quem ganha e quem perde, segundo o BofA

22 de abril de 2026 - 16:21

Em algumas empresas, os programas híbridos e presenciais devem absorver parte das quedas de matrículas do ensino à distância

O VAIVÉM DA TRÉGUA

Trump leva turbulência aos mercados, coloca bolsas em zona de perigo e faz o petróleo decolar

21 de abril de 2026 - 17:35

O temor de que o grande acordo prometido pelo presidente norte-americano não saia do papel — dando lugar à prontidão militar — fez os investidores apertarem o botão de venda

NO BALANÇO DAS HORAS

Do ouro e prata ao cobre e níquel, o tic-tac do cessar-fogo derruba commodities metálicas 

21 de abril de 2026 - 15:53

A notícia de que as conversas entre Washington e Teerã estariam suspensas chegou minutos antes do fechamento, funcionando como um gatilho para ampliar as perdas

INFLAÇÃO VIROU ALIADA?

O FII que paga IPCA + quase 10% ao ano: por que a XP segue comprada no KNIP11

21 de abril de 2026 - 12:00

Para analistas, fundo imobiliário de CRIs combina perfil defensivo, IPCA e gestão forte para entregar renda consistente em cenário incerto

FLUXO GLOBAL

Brasil é o emergente preferido dos estrangeiros na América Latina — mas a bolsa que mais dispara em 2026 fica do outro lado do mundo

20 de abril de 2026 - 13:05

Apesar do fluxo bilionário para o Ibovespa, uma bolsa na Ásia já disparou mais de 50% no ano e lidera o ranking global entre os emergentes

ATÉ MAIS TARDE

O bitcoin não dorme — e a B3 quer acompanhar: bolsa estende pregão de criptomoedas e ouro até 20h

20 de abril de 2026 - 9:54

Com cripto operando 24/7 lá fora, mudança busca aproximar o investidor local do ritmo global do mercado; veja o que muda na prática

MERCADOS HOJE

Petróleo salta com nova escalada no Oriente Médio e pressiona bolsas globais. Por que o mercado entrou em alerta?

20 de abril de 2026 - 9:21

Escalada das tensões reacende temor sobre oferta da commodity e pressiona ativos globais na abertura da semana; veja o que mexe com os mercados hoje

BULL MARKET

A tendência de alta do Ibovespa é consistente e o índice de ações pode ultrapassar os 225 mil pontos, segundo o Daycoval

18 de abril de 2026 - 10:45

A posição do Brasil no contexto geopolítico, de guerra e pressão inflacionária, favorece a entrada de mais investidores globais nos próximos meses

PATINHO FEIO

Ibovespa voa, mas Small Caps ficam para trás — e distância entre um índice e outro é a maior em 20 anos

17 de abril de 2026 - 19:01

O índice das ações medianas não entrou no apetite dos estrangeiros e, sem os locais, os papéis estão esquecidos na bolsa

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia