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MERCADOS HOJE

Da folia às cinzas: Wall Street fecha no vermelho após dados de inflação adiarem expectativa para cortes de juros nos EUA 

O primeiro dado norte-americano de inflação referente a 2024 mostrou uma alta mais forte do que a esperada pelos analistas do mercado

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13 de fevereiro de 2024
18:12
Touro e urso nos mercados financeiros
Touro e urso nos mercados financeiros - Imagem: DALL-E/ChatGPT

Ao que parece, a folia dos mercados financeiros globais cedeu lugar antecipadamente para a chegada das cinzas. As bolsas de valores de Wall Street fecharam em forte queda nesta terça-feira (13) — e tudo por causa dos novos dados de inflação nos Estados Unidos.

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Isso porque o primeiro dado de preços dos EUA referente a 2024 mostrou uma alta mais forte do que a esperada pelos analistas do mercado.

Com a inflação mais salgada que o imaginado, os especialistas adiaram para junho a precificação para o primeiro corte de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

Confira como fecharam as bolsas de valores dos Estados Unidos nesta terça-feira (13):

  • Dow Jones: -1,35%
  • S&P 500: -1,37%
  • Nasdaq: -1,80%

A inflação e os juros nos EUA

Conhecido como CPI, o índice de preços ao consumidor dos EUA até mostrou desaceleração em janeiro, mas veio mais robusto do que se esperava.

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Na leitura mensal, o CPI de janeiro subiu 0,3%, acima das expectativas dos analistas, que previam uma alta de 0,2%.

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Já na leitura anual, a inflação ao consumidor norte-americano desacelerou de 3,3% em dezembro para 3,1% em janeiro — contra um consenso de avanço de 2,9%.

O núcleo da inflação ficou estável em 3,9% na leitura anualizada. A expectativa era de que o núcleo recuasse a 3,7%.

A inflação nos EUA vem mostrando forte resistência à política monetária restritiva do Federal Reserve, que elevou os juros agressivamente na tentativa de levar o índice de preços de volta à meta de 2% ao ano.

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Até o início do ano, a maioria dos participantes do mercado acreditava em um corte de juros pelo Fed já em março. Mas depois do CPI de janeiro, a hipótese mais provável passou a ser a de que o ciclo de alívio monetário comece apenas em junho.

O desempenho dos mercados financeiros hoje

O mau humor de Nova York após os números de inflação mais robustos que o esperado nos EUA ainda contagiou o desempenho dos demais mercados pelo mundo hoje.

O EWZ, fundo de índice (ETF) de ações brasileiras listado em Nova York, encerrou o pregão desta terça-feira em queda de 2,89%.

Por ser o principal ETF brasileiro negociado nos EUA, o indicador é considerado um termômetro de como a bolsa local deve digerir os dados de inflação na sessão de amanhã, quando as negociações na B3 serão retomadas às 13h

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Na Europa, as bolsas também foram pressionadas pelos dados do Reino Unido e dos Estados Unidos, que intensificaram a cautela e afastaram as expectativas de cortes de juros.

Em Londres, o FTSE-100 fechou em queda de 0,81%. Já em Paris, o CAC-40 teve baixa de 0,84%. Por sua vez, em Frankfurt, o DAX encerrou com recuo de 0,92%. 

Enquanto isso, os contratos futuros do petróleo fecharam em alta nesta terça-feira devido às tensões no Oriente Médio e às projeções de demanda da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para 2024. 

O Brent, considerado referência no mercado internacional, para abril avançou 0,94%, a US$ 82,77 o barril. Já o WTI para março subiu 1,24%, para US$ 77,87 o barril.

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