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O primeiro dado norte-americano de inflação referente a 2024 mostrou uma alta mais forte do que a esperada pelos analistas do mercado
Ao que parece, a folia dos mercados financeiros globais cedeu lugar antecipadamente para a chegada das cinzas. As bolsas de valores de Wall Street fecharam em forte queda nesta terça-feira (13) — e tudo por causa dos novos dados de inflação nos Estados Unidos.
Isso porque o primeiro dado de preços dos EUA referente a 2024 mostrou uma alta mais forte do que a esperada pelos analistas do mercado.
Com a inflação mais salgada que o imaginado, os especialistas adiaram para junho a precificação para o primeiro corte de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).
Confira como fecharam as bolsas de valores dos Estados Unidos nesta terça-feira (13):
Conhecido como CPI, o índice de preços ao consumidor dos EUA até mostrou desaceleração em janeiro, mas veio mais robusto do que se esperava.
Na leitura mensal, o CPI de janeiro subiu 0,3%, acima das expectativas dos analistas, que previam uma alta de 0,2%.
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Já na leitura anual, a inflação ao consumidor norte-americano desacelerou de 3,3% em dezembro para 3,1% em janeiro — contra um consenso de avanço de 2,9%.
O núcleo da inflação ficou estável em 3,9% na leitura anualizada. A expectativa era de que o núcleo recuasse a 3,7%.
A inflação nos EUA vem mostrando forte resistência à política monetária restritiva do Federal Reserve, que elevou os juros agressivamente na tentativa de levar o índice de preços de volta à meta de 2% ao ano.
Até o início do ano, a maioria dos participantes do mercado acreditava em um corte de juros pelo Fed já em março. Mas depois do CPI de janeiro, a hipótese mais provável passou a ser a de que o ciclo de alívio monetário comece apenas em junho.
O mau humor de Nova York após os números de inflação mais robustos que o esperado nos EUA ainda contagiou o desempenho dos demais mercados pelo mundo hoje.
O EWZ, fundo de índice (ETF) de ações brasileiras listado em Nova York, encerrou o pregão desta terça-feira em queda de 2,89%.
Por ser o principal ETF brasileiro negociado nos EUA, o indicador é considerado um termômetro de como a bolsa local deve digerir os dados de inflação na sessão de amanhã, quando as negociações na B3 serão retomadas às 13h.
Na Europa, as bolsas também foram pressionadas pelos dados do Reino Unido e dos Estados Unidos, que intensificaram a cautela e afastaram as expectativas de cortes de juros.
Em Londres, o FTSE-100 fechou em queda de 0,81%. Já em Paris, o CAC-40 teve baixa de 0,84%. Por sua vez, em Frankfurt, o DAX encerrou com recuo de 0,92%.
Enquanto isso, os contratos futuros do petróleo fecharam em alta nesta terça-feira devido às tensões no Oriente Médio e às projeções de demanda da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para 2024.
O Brent, considerado referência no mercado internacional, para abril avançou 0,94%, a US$ 82,77 o barril. Já o WTI para março subiu 1,24%, para US$ 77,87 o barril.
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