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Magazine Luiza vai usar dinheiro para acelerar investimentos e melhorar estrutura de capital, mas operação pode aumentar fatia da família Trajano na varejista
O Magazine Luiza (MGLU3) vai colocar R$ 1,25 bilhão no caixa em um aumento de capital privado anunciado na noite de domingo (28).
A família Trajano assumiu o compromisso de colocar até R$ 1 bilhão na varejista. Os R$ 250 milhões restantes contam com garantia firme do BTG Pactual (BPAC11).
A participação do BTG vai além do compromisso de investimento.
O banco se comprometeu a financiar integralmente a parcela de R$ 1 bilhão da família Trajano por meio de uma operação de troca de resultados de fluxos futuros, conhecida no mercado como total return swap.
Essa operação específica tem vencimento em dois anos e meio e conta com as ações da família como garantia.
A operação prevê a emissão de pouco mais de 641 milhões de novas ações a R$ 1,95 cada. No pregão da última sexta-feira, MGLU3 fechou a R$ 2,08.
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O preço por ação do aumento de capital leva em consideração a média ponderada das transações do último pregão (R$ 2,05), sendo aplicado um desconto de aproximadamente 5%.
O aumento de capital ocorre em um momento de desconfiança dos investidores em relação ao setor de varejo.
Em contrapartida, a operação coincide com um ciclo de queda de juros em andamento no Brasil, algo que costuma ser positivo para as varejistas em geral.
Na remota hipótese de nenhum minoritário aderir, a fatia da família Trajano na varejista vai subir de 56,4% para 58,4%.
Mas não é essa a intenção, em princípio. Os controladores qualificaram o compromisso com o aporte como uma demonstração da confiança deles no modelo de negócio.
De acordo com eles, participar da operação pode significar para os minoritários uma oportunidade de aumentar a participação na empresa em um aumento no qual a ação estaria barata.
MGLU3 amarga queda de pouco mais de 50% nos últimos 12 meses. O Magazine Luiza vale atualmente cerca de R$ 14 bilhões na bolsa.
O objetivo do aumento de capital é acelerar os investimentos do Magazine Luiza em tecnologia.
Tais investimentos incluem a expansão do Luizalabs e o aperfeiçoamento da plataforma de marketplace, da experiência do usuário e de serviços financeiros, publicitários e de armazenamento em nuvem.
Ao mesmo tempo, a expectativa é de que a operação leve a uma otimização da estrutura de capital da varejista, levando a uma redução das despesas financeiras.
Banco é o único brasileiro na operação, que pode movimentar até US$ 10 bilhões e marca nova tentativa de Bill Ackman de abrir capital; estrutura combina fundo fechado e holding da gestora, em modelo inspirado na estratégia de longo prazo de Warren Buffett.
Carteira recomendada do banco conta com 17 fundos e exposição aos principais setores da economia: infraestrutura, imobiliário e agronegócio
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