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Proposta do conselho de administração da Lojas Marisa prevê elevar de 90 milhões para 300 milhões o limite de AMAR3 em circulação
O conselho de administração da Lojas Marisa (AMAR3) quer a autorização de seus acionistas para aumentar o limite de capital autorizado da companhia.
A direção da empresa quer elevar de 90 milhões para 300 milhões de ações o limite possível de emissão para AMAR3.
Caso aprovado e posteriormente implementado, um aumento dessa magnitude no número de ações provocaria uma forte diluição dos atuais acionistas.
A proposta do conselho de administração ocorre em um momento no qual a Marisa promove uma reestruturação, com fechamento de lojas e direcionamento do foco para produtos com performance melhor e risco menor.
Em seu último balanço, referente ao terceiro trimestre de 2023, a Lojas Marisa reportou prejuízo de R$ 196,4 milhões, um valor 92,45% maior do que no mesmo período de 2022.
Os números finais da varejista para o ano passado serão conhecidos em 14 de março.
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O pedido para o aumento do limite de capital autorizado também coincide com um momento complicado para o varejo brasileiro como um todo.
No fim do ano passado, o Grupo Casas Bahia (BHIA3) precisou acelerar um grupamento de ações — com direito a doação de sobras por um “acionista misterioso” — para não perder lugar no Ibovespa.
Já em janeiro deste ano, o Magazine Luiza (MGLU3) anunciou o compromisso da família Trajano e do Banco BTG Pactual (BPAC11) com um aumento de capital privado de R$ 1,25 bilhão.
De qualquer modo, a proposta do conselho de administração não significa que, uma vez autorizado o aumento do limite, a Lojas Marisa vá imediatamente lançar uma oferta pública subsequente (follow-on) ou buscar outros meios de se capitalizar.
Junto com a proposta, o conselho de administração da varejista convocou para 21 de março uma assembleia geral extraordinária para votar o pedido.
Nos primeiros movimentos do pregão de hoje, AMAR3 subia perto de 1%, cotada a R$ 2,25. A tradicional varejista de moda é avaliada em apenas R$ 155 milhões na B3.
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
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