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Na avaliação de Luiz Parreiras, da Verde Asset; Bruno Serra Fernandes, do Itaú Janeiro; e André Raduan, da Genoa Capital, é possível encontrar boas alternativas hoje
Em meio a alta volatilidade nos mercados domésticos e globais, incertezas sobre o futuro dos juros e temores sobre uma potencial recessão nos Estados Unidos, a aversão ao risco tomou conta do coração e da carteira dos investidores.
Mas para três tubarões do mercado, ainda há oportunidades para lucrar com investimentos tanto aqui quanto no exterior.
Na avaliação dos gestores Luiz Parreiras, da Verde Asset; Bruno Serra Fernandes, do Itaú Janeiro; e André Raduan, da Genoa Capital, é possível encontrar boas alternativas na bolsa brasileira — e também na curva de juros local.
O trio, que representa algumas das maiores gestoras de fundos do Brasil, revelou as principais apostas em investimentos durante o evento Warren Institutional Day, realizado na tarde desta segunda-feira (12) na região do Itaim Bibi, coração financeiro de São Paulo.
Responsável pela família de fundos Janeiro, da Itaú Asset, Bruno Serra revelou que parte de seu portfólio está alocado em curvas de juros globais. Mais especificamente, em juro real nos Estados Unidos e na Europa — isto é, com investimentos que tragam retornos acima da inflação.
Para Serra — que foi diretor de política monetária do Banco Central do Brasil entre 2019 e 2023, sob o comando de Roberto Campos Neto —, a inflação implícita nas duas regiões chegou ao redor da meta, e há “grande espaço para cortar juros” para não permitir que as expectativas desancorem para baixo outra vez.
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“A gente acha que é o melhor risco e retorno desse ambiente de briga contra a inflação lá fora”, disse.
Do lado de cá, o gestor da Itaú Asset, que possui hoje R$ 906 bilhões de ativos sob gestão, afirma estar “tomado” na parte curta da curva de juros brasileira — ou seja, com aposta de queda das taxas em relação à expectativa do mercado.
Entretanto, Bruno Serra disse estar “aplicado” — isto é, com apostas superiores ao previsto pelos investidores — na parte longa da curva de juros para proteção.
Já sobre a bolsa brasileira, o gestor acha que o Ibovespa é “quase que um ativo de colecionador” que, com o tempo, deve valorizar.
Já na perspectiva de Luiz Parreiras é sócio e gestor da estratégia de fundos multimercados da Verde Asset Management, os Estados Unidos são uma boa pedida no que diz respeito à bolsa de valores e aos juros reais.
Durante o evento, Parreiras revelou ainda ver oportunidades na bolsa brasileira e no mercado de crédito.
Hoje a Verde conta com pouco mais de R$ 23 bilhões em ativos sob gestão, de acordo com dados da Anbima.
Na visão de André Raduan, gestor da Genoa Capital — que possui mais de R$ 19 bilhões sob administração —, posições "tomadas" em juros brasileiros são boas opções de investimentos hoje.
É importante destacar que o cenário-base da gestora para a taxa básica de juros do Brasil, a Selic, é de aperto monetário na próxima reunião do Copom do Banco Central.
Além disso, Raduan está otimista com moedas emergentes com “carry” positivo, como o peso mexicano, o real e o dólar australiano.
Vale lembrar que o carry trade — ou carrego — é uma estratégia de investimento usada para ganhar com a diferença de taxas de juros entre os países. Ou seja, basicamente consiste em tomar dinheiro emprestado em um país de juros baixos e aplicá-lo em um de taxas elevadas, como o Brasil.
Mas na avaliação do sócio da Genoa, é recomendável ficar longe de ativos ligados a commodities, uma vez que “a China ainda não conseguiu resgatar sua atividade econômica”.
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