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No entanto, o objetivo principal da operação seria aumentar a liquidez das ações do Inter na Nasdaq, e não levantar capital
O Inter (INBR32) estabeleceu em US$ 4,40 o preço por ação na inesperada oferta pública revelada pelo banco na noite de terça-feira (16).
A instituição financeira vai oferecer 32 milhões de novas ações ordinárias Classe A.
Se houver demanda, o banco digital pode colocar um lote adicional de 4,8 milhões de ações.
Diante disso, a expectativa é de que a oferta movimente entre US$ 140,8 milhões e US$ 161,92 milhões.
Na cotação de hoje (18), estamos falando de um valor entre R$ 700 milhões e R$ 800 milhões.
A oferta do Inter saiu com um desconto considerável em relação ao dia em que foi anunciada.
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Na terça-feira, a ação do Inter havia fechado em US$ 5,00 na Nasdaq.
O preço de US$ 4,40 da oferta subsequente significa que a oferta saiu com um desconto de 12% em relação ao anúncio.
Na quarta-feira, o papel fechou em queda de 9,2%; hoje, reagia novamente em baixa no pré-mercado em Nova York, ficando mais próximo do preço estabelecido na oferta.
De acordo com o Inter, a data prevista para a liquidação da oferta é a próxima segunda-feira, 22 de janeiro.
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O anúncio da oferta pelo Inter causou surpresa entre os participantes do mercado.
Isso porque o banco digital não precisa de dinheiro neste momento.
O Inter atua com bastante folga de capital — 23,7% acima do mínimo necessário.
Depois da oferta, esse índice deve subir ainda mais.
Essa situação e o fato de os atuais acionistas não terem direito de preferência nem prioridade na oferta levaram os analistas a considerarem que a intenção do Inter é aumentar a liquidez de suas ações na Nasdaq.
Pelas contas do JP Morgan, o volume de papéis em circulação deve crescer em torno de 17% com a oferta.
Na avaliação de analistas do Goldman Sachs e do Citi, o rescaldo da oferta configura uma oportunidade para comprar ações do Inter.
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